quinta-feira, janeiro 11, 2007

Machine Lyrique

Lançamento do novo CD de Anabela Duarte. O nome remete-nos directamente para Herberto Hélder. Músicas de Kurt Weill e Boris Vian. Viagem aos dadaístas, surrealistas, futuristas e outros como Duchamp. Exuberante. Como nos tempos dos Mler Ife Dada.


Teatro D.Maria II. Lisboa. Janeiro 2007

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Movimento

Há várias maneiras de, num desenho de observação, sugerir movimento. Uma delas é registar a imagem com traços rápidos e expressivos. Foi o que tentei fazer quando assistia a um jogo de futebol na minha escola. Já em casa acrescentei alguns elementos e defini melhor as posições, tornando-as mais dinâmicas.


Lisboa. Janeiro 2007

terça-feira, janeiro 09, 2007

América do Sul 13

O que escrevo nos Diários Gráficos nem sempre tem a ver com as imagens que estão próximo. Por vezes até é o contrário. Escrevo o que não consegui desenhar. Na página abaixo relato o que fiz naquela manhã: Fui à Rodoviária comprar o bilhete para Curitiba. Atravessei a cidade inteira (zona sul) de ônibus. À vinda desci na igreja da Candelária e almocei por ali. Maruca à Baía.


Rio de Janeiro. Março 2004

segunda-feira, janeiro 08, 2007

América do Sul 12

O Rio de Janeiro é uma cidade muito bonita. Mas, vendo agora os desenhos que lá fiz, verifico que me centrei mais nas pessoas. No passeio em frente à praia de Ipanema/Copacabana podem-se ver as mais variadas pessoas preocupadas com a sua saúde física, independentemente da idade, raça ou classe social. Pelo menos aos olhos de um estrangeiro de passagem.


Rio de Janeiro. Março 2004

domingo, janeiro 07, 2007

Praças 8


Praça da República. Viana do Castelo. Dezembro 2006


Praça do Toural. Santiago de Compostela. Janeiro 2007

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Livro de Artista 4

Este livro combina desenhos e textos manuscritos pelo seu autor, num discurso plástico-literário globalmente qualificado pelo próprio como "poème". Mostra-nos um Le Corbusier empenhado em aprofundar algumas das chaves da sua obra arquitectónica e filosófica, artística e literária.




Le Corbusier, Le Poème de L'Angle Droit. Pags 52, 53, 54, 55

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Livro de Artista 3

Le Corbusier, Le Poème de L'Angle Droit, Edições Verve, Paris 1955
Livro de formato 32 x 42 cm de 155 páginas, com uma edição de 250 exemplares, numerados de 1 a 250. Mais 20 exemplares não-vendáveis com numeração de I a XX. Além de 60 litografias editadas à parte. Tudo assinado pelo autor.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Porto 1

Fui tomar um café ao "Piolho", passei pela rua Miguel Bombarda, entrei no jardim do Palácio de Cristal e sentei-me a desenhar.


Porto. Dezembro 2006

terça-feira, janeiro 02, 2007

Porto

O Porto é uma cidade que gosto sempre de visitar. Sinto-me bem a andar por aquelas velhas ruas. O Parque da Cidade é um espaço fantástico. Mas assusto-me com o abandono de todo o casario que devia ser o coração da cidade. Parece que estão à espera que caia.


Parque da Cidade. Porto. Dezembro 2006

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Juan Muñoz

Quando vou ao Porto gosto de passar sempre pelos mesmos sítios e há coisas que não posso deixar de rever. As esculturas de Juan Muñoz, instaladas no Jardim da Cordoaria, é daquelas obrigatórias.


Jardim da Cordoaria. Porto. Dezembro 2006

terça-feira, dezembro 26, 2006

América do Sul 11

Apanhei o ônibus para o Cosme Velho e depois o bondinho para subir ao Corcovado. Entrada de 30 reais. E vale a pena para ver o Rio de cima, como se fosse um mapa a três dimensões, com os aviões, que aterram num aeroporto ali perto, a passarem ao nível dos olhos.

Rio de janeiro. Março 2004

segunda-feira, dezembro 25, 2006

América do Sul 10

Um dos desportos favoritos do carioca é conversar enquanto bebe um chop (a nossa imperial). Os locais próprios são espaços abertos com um balcão que dá directamente para o passeio.


Rio de Janeiro. Março 2004

domingo, dezembro 24, 2006

Livro de Artista 2

Na década de 60 o Livro de Artista foi um fenómeno comum, como tomada de posição dos artistas sobre o mercado de arte, produzindo este tipo de objecto pouco comercial. Para artistas plásticos, sobretudo para artistas conceptuais, pode ser uma ferramenta importante na experimentação e conceitualização de novas ideias.




Antoni Tàpies (1923. Espanha)

sábado, dezembro 23, 2006

Livro de Artista 1

Um livro sendo um objecto com algumas dificuldades de exposição também o é para ser comercializado. Mas pode ser considerado um objecto plástico, ao nível de qualquer outro, valendo pelo seu todo.

Ivo Moreira (1979. Portugal)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Livro de Artista

O Livro de Artista, tendo algumas afinidades, coincidindo até por vezes com o Diário Gráfico tem, no entanto, uma diferença fundamental: enquanto o Diário Gráfico é uma coisa íntima, feita para não ser mostrada, ou pelo menos reservada a poucos, o Livro de Artista vai chegar ao conhecimento dum círculo alargado, ou pelo original ou pela edição de alguns exemplares.

Para Anselm Kiefer (1945. Alemanha), o Livro tem uma importância central na sua obra como cruzamento e lugar de encontro para outros trabalhos. Veja-se no seu livro intitulado: Erotik im Fernen Osten oder: Transition from cool to warm, que, em cerca de 65 desenhos, faz a transição entre paisagens geladas e o corpo de uma mulher. Faço aqui uma pequena mostra com 3 desses desenhos.



Anselm Kiefer

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Joalharia

O local de trabalho de um/a joalheiro/a é fascinante por, num pequeno espaço, haver tanta diversidade de instrumentos, pequenas máquinas, recipientes de vários tamanhos. Tudo ali à mão.


Atelier da Ema. Lisboa. Dezembro 2006

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Não-lugar 4

"O espaço do não-lugar não cria nem identidade singular, nem relação, mas solidão e semelhança". Marc Augé. Não-lugar. Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade

Aeroporto da ilha do Sal. Cabo-Verde. Março 2006

terça-feira, dezembro 19, 2006

Não-lugar 3

"Mas os não-lugares reais da sobremodernidade, os que tomamos quando entramos numa autoestrada, fazemos compras no supermercado ou esperamos num aeroporto (...), têm a particularidade de se definirem também pelas palavras ou pelos textos que nos propõem ou pelas suas instruções de uso: (...) “tomar a fila da direita”, “proibido fumar” ou “está a entrar em ...” recorrendo ora a ideogramas mais ou menos explícitos e codificados (...) ora à língua natural". Marc Augé, Não-lugares, Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade

Aeroporto da ilha de S.Nicolau. Cabo-Verde. Abril 2006

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Não-lugares 2

"O não-lugar contém em si a seguinte contradição: só conhece indivíduos (clientes, passageiros, utentes, ouvintes), mas estes não são identificados, socializados e localizados (nome, profissão, local de nascimento, local de residência) excepto à entrada e à saída". Marc Augé, Não-lugares, Introdução a uma Antropo0logia da Sobremodernidade




Aeroporto da ilha do Sal. Cabo-Verde. Março 2006

domingo, dezembro 17, 2006

Não-lugar 1

Apesar de serem lugares iguais em todo o mundo e não terem identidade própria, os não-lugares são locais muitas vezes alvo do interesse do viajante e o seu registo é inevitável, devido precisamente ao longo tempo que o viajante tem disponível quando permanece neles e também à carga simbólica de viagem que eles possuem.


Aeroporto de Barcelona. Dezembro 2001

sábado, dezembro 16, 2006

Não-lugar

Contemporaneamente designados “não-lugares”, são espaços sem história e sem identidade, por onde as pessoas passam como meros utentes, sabendo que nunca mais se cruzarão. Salas de espera de aeroportos, bombas de gasolina e restaurantes de estrada, hotéis de passagem, com os quartos, a sua recepção e a sala de estar uniformizados. Paradoxalmente é aqui que um estrangeiro, perdido num país que não conhece, se encontra. A linguagem é universal.


James Jean. Taiwan. 1979

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Neve 2

Ainda a neve. Registo muito rápido. Só temos alguns minutos, o tempo que dura a subida no teleférico.


Alpes. Março 2005

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Neve 1

O que sabe bem na neve é sentarmo-nos numa esplanada com um copo de um bom vinho tinto (quente) à frente. E nesta época qualquer pretexto é bom para sairmos daqui.

Alpes (não sei se suiços se franceses). Março 2005

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Tavira

Isto não é uma osga.


Desenho de osga. Agosto 2003

terça-feira, dezembro 12, 2006

Madrid

Viajar acompanhado e ficar em casa de amigos é confortável e até agradável. No entanto a atenção ao que nos rodeia diminui consideravelmente e, claro, os desenhos escasseiam.

Madrid. Entre a Fnac e o Corte Inglês. Dezembro 2006

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Santiago do Chile

"Mais ar fresco na América Latina. Mais calma. Mais espaço para viver". Palavras tiradas do blog de Enrique Flores. Quando passei por Santiago percebi o peso que o exército ainda tem na sociedade chilena. Esta feira, em frente ao Palácio La Moneda, pretendia promover os carabineros. A música de fundo era, ridiculamente, dos anos 60, paz e amor.


Santiago do Chile. Abril 2004

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Neve

Não sou grande adepto da neve nem do sky, ao contrário do Desenho é preciso jeito


Alpes. Março 2005

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Paris 2

Aproveitei o Domingo, dia gratuito, e fui ao Museu Delacroix e ao Picasso. Desde que se pode fotografar nos Museus e as câmaras são digitais as figuras ridículas aumentaram.


Museu Picasso. Paris. Dezembro 2006


terça-feira, dezembro 05, 2006

Paris 1

"Pitoresco" foi um termo muito usado nos séculos XVIII/XIX. Quando alguém queria representar um determinado lugar, evidenciava alguns aspectos típicos desse lugar.


Paris. Dezembro 2006

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Paris

O desenho feito em Diários de Viagem traduz, quase sempre, um percurso muito pessoal. Muitos dos registos não permitem, sequer, perceber em que cidade foram feitos. Neste caso não resisti ao "bilhete postal".

Antes da aguarela

Depois da aguarela

Paris. Dezembro 2006