quarta-feira, maio 04, 2016

Amesterdão

Há muitos barcos nas margens dos canais que servem como casas. São reminiscências do tempo em que havia falta de habitação a seguir à guerra. Agora fazem parte da paisagem da cidade e, segundo ouvi dizer, são muito caras.




terça-feira, maio 03, 2016

Amesterdão

Cada vez mais os meus desenhos são feitos em duas fases distintas. A caneta, só linha, um desenho muito rápido, quase um esboço. Ainda por cima quando o tempo pode virar e começar a chover, ou quando chove mesmo. Depois, a aguarela, é outra coisa, igualmente rápida mas mais trabalhada, mais definidora das formas.


segunda-feira, maio 02, 2016

Amesterdão

Neste primeiro dia esteve sempre a chover. Mesmo as canetas cuja tinta é à prova de água, quando se desenha à chuva, a tinta não resiste e borra. O resultado até não é mau. Transmite a ideia do tempo que estava, da chuva.




sábado, abril 30, 2016

CADERNO DE ABRANTES

Com o patrocínio da Câmara Municipal de Abrantes e da Ordem dos Arquitectos (Secção Regional do Sul, Delegação do Centro) foi editado o livro com os desenhos que fiz o ano passado naquela cidade durante a residência de 11 dias. São 60 desenhos reproduzidos integralmente.

No texto de apresentação escrevi: "Quando me convidaram para desenhar esta cidade, Abrantes, cidade onde nunca tinha estado mais que umas horas, pensei: “Será que conhecem os meus desenhos? Que sabem que tipo de desenho faço? Saberão que os meus registos não são completamente fidedignos ao observado?...” Sabiam e a liberdade era total.

Precisamos de tempo para nos identificarmos com uma cidade, para sabermos o que essa cidade tem para nos dar, para percebermos as suas fragilidades, as suas subtilezas, os seus tesouros. E as pessoas que as habitam. E eu tive esse tempo. Tive tempo para calcorrear as ruas, olhar para cima, ver quem estava à janela, entrar no café, observar quem lá estava, sentar-me no jardim e perceber o movimento nas várias horas do dia. E o desenho é o registo por excelência. É o registo que, apesar da sua falta de objectividade, melhor nos consegue transmitir essa realidade. A realidade que o desenhador observou e guardou na memória."

Alguns dos desenhos já os publiquei no blog.


quinta-feira, abril 21, 2016

Salvador Dalí

Um caderno de 42 páginas feito entre 1930 e 1935 com desenhos e toda a espécie de anotações.


terça-feira, abril 19, 2016

As árvores

Há quem não goste e evite desenhar árvores. Mas elas existem e quase sempre têm um peso visual muito grande. Por vezes opto por deixá-las como vazio. Fico sempre na dúvida se é a melhor opção.


segunda-feira, abril 18, 2016

Adamastor

Já não ia ao Adamastor há uns tempos. Continua com a mesma animação e com a mesma "fauna". Mas agora com ainda mais turistas. Este desenho foi feito quando ainda estavam poucos. Depois fomos ao lançamento do livro da Maria Meijide na livraria Palavra de Viajante. Para mim um bom livro de viagens é quando se sente que os desenhos não foram feitos para serem editados. E, neste caso, é o que parece. Excelente livro.


sexta-feira, abril 15, 2016

Calçada da Patriarcal

Para ir a pé do largo do Rato à praça da Figueira cortei caminho. Virei à esquerda em frente ao Príncipe Real. Uma rua a descer e a seguir à curva esta pequena praça sem nome.


quarta-feira, abril 13, 2016

Ericeira

A senhora que estava a ver o mar, veio depois espreitar o desenho e dizer: “Que artista! A Ericeira é muito bonita”. E é mesmo. O jantar, num restaurante ali perto, estava delicioso.



domingo, abril 10, 2016

Casa das Aguarelas

Convidarem-me para passar uma noite num formidável hotel na Ericeira, com o sugestivo nome de Casa das Aguarelas, num confortável quarto, com um pequeno pátio interior, perto do mar, com óptimos restaurantes à volta, sabe muito bem. E ainda por cima, para troca, só tinha que fazer o que gosto mais: desenhar! Desenhei o edifício (na esquina da travessa do Honrado com a rua Alves Crespo) (primeiro desenho, com o mar ao fundo), o meu quarto (o 13), o pátio do quarto, e mais dois quartos (o 33 e o 20).






sexta-feira, abril 08, 2016

António Arroio

Ontem à porta da escola António Arroio. E assim acabei mais um caderno.


terça-feira, abril 05, 2016

À espera

À espera no Terminal Rodoviário da Ericeira.


segunda-feira, abril 04, 2016

Dois desenhos

Depois de estarmos com os patos na Gulbenkian fomos para casa. A Mariana juntou-se a nós e fizemos mais um desenho. Eu o de cima e ela o de baixo. Menos os planetas.



sábado, abril 02, 2016

Jantar Comunitário

As pessoas presentes neste jantar comunitário, que vivem na rua ou em situações muito precárias, são, para as outras, como se fossem “invisíveis”. As pessoas passam por eles e olham para o lado, não as querem ver, no fundo não querem ser confrontadas com aquele outro. Alfredo, o responsável pela Associação "Serve the City" convidou-nos para nós, segundo disse, tornámo-los “visíveis”. Para os desenharmos temos que olhar muitas vezes, temos que observar todos os pormenores, as suas expressões, como se vestem, os seus gestos. Serem o objecto, pelo menos durante uns minutos, da nossa (máxima) atenção.




A meio do jantar consegui um lugar numa mesa. Chamou-me a atenção um senhor que abriu uma pasta e mostrava desenhos aos outros companheiros de mesa. O pintor é o Dacosta (nome artístico de Vítor da Costa) com quem conversei sobre os seus recentes êxitos artísticos. Ao meu lado esquerdo estava Tito, que veio de África já adulto e vive em Carcavelos, perto da praia, o sítio mais parecido com o lugar de onde veio. Do lado direito o Luca, geógrafo italiano que está cá a estudar os tremores de terra. O Joaquim estava mais atento à comida e a Sandra era muito simpática. O Rodrigues e o Carlos eram homens calados que só observavam.


No fim do jantar comprei uma pintura ao Dacosta. O suporte em papel, técnica mista, um abstracto. Para ele é África, a sua origem, com rios, pássaros, o sol a pôr-se, árvores, tudo o que nós quisermos que lá esteja. O título é "O delicioso lugar de estar".




terça-feira, março 29, 2016

Exposição em Torres Vedras

Ontem em Torres Vedras, na exposição (a)Riscar o Património, constatei mais uma vez que é importante perceber-se que aqueles desenhos são feitos em cadernos, ou seja, é mesmo preciso aparecer a capa do caderno.

Em baixo um desenho feito no Largo de Santo António junto aos Paços do Concelho onde está a exposição.


sexta-feira, março 25, 2016

Os patos

Eu e a Leonor estivemos a observar os patos no jardim da F.Gulbenkian. Algumas pessoas dão-lhes de comer e, por isso, os patos aproximam-se e parece que querem ver o que estamos a fazer.


quarta-feira, março 23, 2016

Colecção Masaveu

No domingo fui ver a Colecção Masaveu ao Museu Nacional de Arte Antiga. Gosto de ver as exposições sossegado e sem ter que esperar que outras pessoas saiam da frente, mas foi bom ver um museu cheio de gente. É engraçado ver pinturas, as do século XV, quando os artistas ainda não dominavam a perspectiva ou não conheciam muito bem a anatomia. O desenho é da esplanada exterior, com vista sobre o Tejo.


terça-feira, março 22, 2016

A mancha e a linha

No sábado passado na Fábrica das Cores regressámos ao princípio. Desinibir o traço abordando o desenho em duas camadas (layers dirão alguns): primeira abordagem a mancha com pincel grosso e segunda com a linha com caneta ou lápis. Como dois desenhos sobrepostos da mesma coisa. Neste caso alguns dos presentes.




segunda-feira, março 21, 2016

"Inside a Creative Mind"

Ou é o tema “Arquitectura” que move multidões ou é o arquitecto Siza Vieira. Na passada sexta-feira na F.Gulbenkian centenas de pessoas invadiram dois auditórios e o espaço em frente aos bengaleiros para ouvir a entrevista de Siza. Aqui podíamos ver, ao fundo, numa minúscula televisão. Alguns grupos tinham computadores para poderem acompanhar mais de perto. Nas próximas quintas-feiras o evento “Inside a Creative Mind” continua com outros arquitectos.


sexta-feira, março 18, 2016

2 "bilhetes postais"

Estes dois "bilhetes postais", o primeiro nas Azenhas do Mar e o segundo na Ericeira, foram feitos depois de um bom almoço. Fiz como os "fotógrafos de fim de semana", ou como os "japoneses" ou como "toda a gente" faz agora, dei uma volta por ali e fiz um desenho rápido em cada sítio no melhor ângulo e mais conhecido.



quarta-feira, março 09, 2016

Desenhar para descontrair

Fui ter, à hora de almoço, com os Pedros, o Loureiro e o Alves, para me entregarem os cadernos para Abrantes. O trabalho deles é desenhar e para descontrair, desenham. Eu não podia fazer outra coisa.


segunda-feira, março 07, 2016

Em Vila Franca de Xira

No sábado, no Museu do Neo-Realismo, estivemos de manhã concentrados a tentar “soltar” o traço. De tarde fomos para a praça Afonso de Albuquerque onde é a Câmara e onde estava a decorrer uma pequena feira. Tentei também fazer alguns desenhos mas sem grande sucesso. Este é de uma das ruas que vai ter à praça, a rua Heróis da Guerra Peninsular.


quarta-feira, março 02, 2016

Rua da Escola Politécnica

Depois de ver este fantástico desenho do José María aqui, pensei “porque é que nunca desenhei aquela rua onde passo tantas vezes? E porque é que nunca pensei naquela solução para o pavimento a realçar os carris?...” Fui lá ontem.


terça-feira, março 01, 2016

Rosto e mãos

Já não me lembro o que era para fazer. Acho que tínhamos que fazer o rosto de uma pessoa e também as suas mãos. Eu fiz a Ghislaine, que é tão simpática.


domingo, fevereiro 28, 2016

No aeroporto

Estava eu à espera, no aeroporto, da Patrizia Torres, quando ela apareceu de repente. Fiquei a meio do desenho daquele senhor que estava a falar ao telemóvel.



sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Big Band Junior

Antes das "Conversas a dois" no Museu Arpad-Vieira (ontem Emília Ferreira conversou com Sofia Areal e é sempre na última quinta feira do mês), a Big Band Junior comemorou os 50 anos do programa "5 minutos de jazz" com a presença do seu autor: Zé Duarte. Óptimo fim de tarde.


quarta-feira, fevereiro 24, 2016

A cozinha do Ritz

As cozinhas são lugares de muito movimento e de pessoas muito atarefadas. Os cozinheiros não paravam. As suas acções não se repetiam. Havia ali uma espécie de dança mas onde os passos não se repetiam. E isso tornou tudo mais difícil.