terça-feira, maio 24, 2016

Marvão

Nunca é demais dizer que Marvão é linda e que as pessoas são muito, muito simpáticas. A começar pelo meu homónimo, Eduardo Salvador, e por todas as pessoas que nos receberam nos vários restaurantes. 

Dito isto é difícil em dois dias (no meu caso até foi só meio dia) fazer mais que algumas vistas já muito vistas. Mas, na verdade, todas as ruas, todas as esquinas, todas as praças, pareciam que estavam à espera de serem desenhadas. Por ordem de realização vão os 4 primeiros desenhos.





segunda-feira, maio 23, 2016

No Jardim Botânico

Ontem, domingo, no Jardim Botânico, inserido no Festival Aproxima-te a oficina “Um caderno chamado diário gráfico”. Os participantes eram, essencialmente, famílias com filhos. No primeiro desenho estavam todos em redor do lago, a observar e desenharem pequenas coisas, como os nenúfares ou os patos. O segundo desenho foi-me oferecido por um dos participantes, o João, um dos filhos de um casal. Observou, desenhou e numerou 70 desenhos.



sexta-feira, maio 20, 2016

Mértola

Mais duas ruas no centro histórico de Mértola.



quinta-feira, maio 19, 2016

O meu quadro em Paris

Saiu hoje na Revista Sábado no guia de viagens, este sobre Paris. Na mesma página as músicas que Cristina Branco se recorda quando evoca Paris. Podem ver aqui a dupla página.

O MEU QUADRO EM PARIS
Nem todas as vezes que fui a Paris fui ver este quadro. Conheço pessoas que sempre que vão a uma certa cidade não prescindem de uma visita a uma certa pintura. Um Rothko em Londres, um Hopper em Nova Iorque. Eu não. Mas este pintor, Gustave Courbet, e esta enorme tela em particular, “O Atelier do Pintor”, no Museu D’Orsay, já o visitei vezes sem conta. E estou ali a olhar todos os pormenores, a relembrar-me das personagens que ele pintou, cada uma representando um certo tipo de pessoa. E a polémica que aquilo levantou na altura! E também a observar como os outros olham para ele, como se relacionam com aquela pintura que eu sinto como um pouco minha também. Este desenho foi uma pequena homenagem que lhe fiz.
Caderno formato A6 de capa dura preta marca Winsor&Newton
Caneta preta e aguarela

quarta-feira, maio 18, 2016

terça-feira, maio 17, 2016

Mértola

Um belo fim de semana em Mértola. Com óptimas pessoas, boa comida, belíssimas vistas e todos com uma grande vontade de desenhar.

Duas vistas soberbas: A vista da janela do hotel onde fiquei: o Hotel Museu (porque foram encontradas, e preservadas, ruínas de um antigo bairro islâmico) e do terraço da casa da Nádia Torres (colabora com o Grupo do Risco, é ourives, com joias lindas com influência árabe, e professora entre outras coisas). E ainda a Praça Luís Camões, donde começávamos os percursos para o desenho e uma das ruas mais características da vila, sempre com o Guadiana ao fundo e com uma cegonha a sobrevoar.





segunda-feira, maio 16, 2016

A Praça que pode ser várias coisas

Na Revista Sábado no dia 21 de Abril saiu sobre Berlim:

A PRAÇA QUE PODE SER VÁRIAS COISAS
Saímos de uma rua estreita e, ao longe, do outro lado da rua, não se percebia muito bem o que estávamos a ver. Vamos lá ver o que é?! Aproximámo-nos, chegamos, começamos a andar por entre aqueles paralelepípedos de pedra. Uns baixos como campas, outros, um pouco mais altos como bancos, onde havia grupos de pessoas, umas sentadas outras em pé, a conversar, a namorar, ou até a fazer um pic-nic. Andámos mais um bocado e havia outros ainda mais altos, mais altos que nós. E eram como ruas. Uma nova cidade. Labiríntica, claustrofóbica, até opressora, onde tínhamos a sensação de nos perder ou de nos acontecer alguma coisa. Virámos uma esquina e eram outra vez como campas. Um enorme cemitério a perder de vista.

Caderno Flecha, comprado na Papelaria Fernandes. 11,5x17 cm
Aguarela e caneta preta

quinta-feira, maio 12, 2016

Aquela esquina no Soho

Tem saído um guia com a revista Sábado, cada número sobre uma cidade diferente. A minha contribuição nesses guias foi um desenho feito nessa cidade, um desenho que já tivesse feito numa viagem anterior, e um pequeno texto sobre a memória desse momento. 
No dia 14 de Abril saiu sobre Londres: 

AQUELA ESQUINA NO SOHO 
Já não sei porquê, mas sei que estávamos com pressa. Ela até continuou a andar, devagar, para me dar tempo. Mas eu tinha que fazer aquele desenho. Uma esquina do Soho, um prédio em tijolo com um pub em baixo. Londres era aquilo, e os Clash (só não os consegui ver em Cascais porque os bilhetes estavam esgotados). O desenho foi tão rápido que nem aparecem pessoas. E o Pub, esse, nem sei o nome. Sei que estava lá, que me apeteceu entrar, sentar-me ao balcão, dar dois dedos de conversa com o barman. Enfim, fazer o que os londrinos do Soho fazem ao fim da tarde. O desenho tem destas coisas. Enquanto o fazemos imaginamos coisas e depois, passados uns anos, misturamos tudo: o que aconteceu e o que nós gostávamos que tivesse acontecido.

Caderno formato A6 de capa dura preta marca Winsor&Newton
Caneta preta e aguarela

terça-feira, maio 10, 2016

Pessoas

Quem são estas pessoas? O que estão a fazer? Onde estão? Serão mesmo assim ou eu acrescentei um pouco? E as cores? Acho que foram completamente inventadas...


domingo, maio 08, 2016

Amesterdão

Por mais desenhos que tivesse feito em que aparecem bicicletas não conseguiria transmitir a quantidade e a diversidade que há nesta cidade.



quinta-feira, maio 05, 2016

Amesterdão

As Bitterballem , prato típico holandês, são uma espécie de croquetes, redondos e em pior. O bar, em redor do balcão, estava cheio. Mas o que soube bem, com o frio e a chuva que estava lá fora, foi a Genebra bebida num copo com uma forma peculiar (no canto inferior direito).


quarta-feira, maio 04, 2016

Amesterdão

Há muitos barcos nas margens dos canais que servem como casas. São reminiscências do tempo em que havia falta de habitação a seguir à guerra. Agora fazem parte da paisagem da cidade e, segundo ouvi dizer, são muito caras.




terça-feira, maio 03, 2016

Amesterdão

Cada vez mais os meus desenhos são feitos em duas fases distintas. A caneta, só linha, um desenho muito rápido, quase um esboço. Ainda por cima quando o tempo pode virar e começar a chover, ou quando chove mesmo. Depois, a aguarela, é outra coisa, igualmente rápida mas mais trabalhada, mais definidora das formas.


segunda-feira, maio 02, 2016

Amesterdão

Neste primeiro dia esteve sempre a chover. Mesmo as canetas cuja tinta é à prova de água, quando se desenha à chuva, a tinta não resiste e borra. O resultado até não é mau. Transmite a ideia do tempo que estava, da chuva.




sábado, abril 30, 2016

CADERNO DE ABRANTES

Com o patrocínio da Câmara Municipal de Abrantes e da Ordem dos Arquitectos (Secção Regional do Sul, Delegação do Centro) foi editado o livro com os desenhos que fiz o ano passado naquela cidade durante a residência de 11 dias. São 60 desenhos reproduzidos integralmente.

No texto de apresentação escrevi: "Quando me convidaram para desenhar esta cidade, Abrantes, cidade onde nunca tinha estado mais que umas horas, pensei: “Será que conhecem os meus desenhos? Que sabem que tipo de desenho faço? Saberão que os meus registos não são completamente fidedignos ao observado?...” Sabiam e a liberdade era total.

Precisamos de tempo para nos identificarmos com uma cidade, para sabermos o que essa cidade tem para nos dar, para percebermos as suas fragilidades, as suas subtilezas, os seus tesouros. E as pessoas que as habitam. E eu tive esse tempo. Tive tempo para calcorrear as ruas, olhar para cima, ver quem estava à janela, entrar no café, observar quem lá estava, sentar-me no jardim e perceber o movimento nas várias horas do dia. E o desenho é o registo por excelência. É o registo que, apesar da sua falta de objectividade, melhor nos consegue transmitir essa realidade. A realidade que o desenhador observou e guardou na memória."

Alguns dos desenhos já os publiquei no blog.


quinta-feira, abril 21, 2016

Salvador Dalí

Um caderno de 42 páginas feito entre 1930 e 1935 com desenhos e toda a espécie de anotações.


terça-feira, abril 19, 2016

As árvores

Há quem não goste e evite desenhar árvores. Mas elas existem e quase sempre têm um peso visual muito grande. Por vezes opto por deixá-las como vazio. Fico sempre na dúvida se é a melhor opção.


segunda-feira, abril 18, 2016

Adamastor

Já não ia ao Adamastor há uns tempos. Continua com a mesma animação e com a mesma "fauna". Mas agora com ainda mais turistas. Este desenho foi feito quando ainda estavam poucos. Depois fomos ao lançamento do livro da Maria Meijide na livraria Palavra de Viajante. Para mim um bom livro de viagens é quando se sente que os desenhos não foram feitos para serem editados. E, neste caso, é o que parece. Excelente livro.


sexta-feira, abril 15, 2016

Calçada da Patriarcal

Para ir a pé do largo do Rato à praça da Figueira cortei caminho. Virei à esquerda em frente ao Príncipe Real. Uma rua a descer e a seguir à curva esta pequena praça sem nome.


quarta-feira, abril 13, 2016

Ericeira

A senhora que estava a ver o mar, veio depois espreitar o desenho e dizer: “Que artista! A Ericeira é muito bonita”. E é mesmo. O jantar, num restaurante ali perto, estava delicioso.



domingo, abril 10, 2016

Casa das Aguarelas

Convidarem-me para passar uma noite num formidável hotel na Ericeira, com o sugestivo nome de Casa das Aguarelas, num confortável quarto, com um pequeno pátio interior, perto do mar, com óptimos restaurantes à volta, sabe muito bem. E ainda por cima, para troca, só tinha que fazer o que gosto mais: desenhar! Desenhei o edifício (na esquina da travessa do Honrado com a rua Alves Crespo) (primeiro desenho, com o mar ao fundo), o meu quarto (o 13), o pátio do quarto, e mais dois quartos (o 33 e o 20).






sexta-feira, abril 08, 2016

António Arroio

Ontem à porta da escola António Arroio. E assim acabei mais um caderno.


terça-feira, abril 05, 2016

À espera

À espera no Terminal Rodoviário da Ericeira.


segunda-feira, abril 04, 2016

Dois desenhos

Depois de estarmos com os patos na Gulbenkian fomos para casa. A Mariana juntou-se a nós e fizemos mais um desenho. Eu o de cima e ela o de baixo. Menos os planetas.



sábado, abril 02, 2016

Jantar Comunitário

As pessoas presentes neste jantar comunitário, que vivem na rua ou em situações muito precárias, são, para as outras, como se fossem “invisíveis”. As pessoas passam por eles e olham para o lado, não as querem ver, no fundo não querem ser confrontadas com aquele outro. Alfredo, o responsável pela Associação "Serve the City" convidou-nos para nós, segundo disse, tornámo-los “visíveis”. Para os desenharmos temos que olhar muitas vezes, temos que observar todos os pormenores, as suas expressões, como se vestem, os seus gestos. Serem o objecto, pelo menos durante uns minutos, da nossa (máxima) atenção.




A meio do jantar consegui um lugar numa mesa. Chamou-me a atenção um senhor que abriu uma pasta e mostrava desenhos aos outros companheiros de mesa. O pintor é o Dacosta (nome artístico de Vítor da Costa) com quem conversei sobre os seus recentes êxitos artísticos. Ao meu lado esquerdo estava Tito, que veio de África já adulto e vive em Carcavelos, perto da praia, o sítio mais parecido com o lugar de onde veio. Do lado direito o Luca, geógrafo italiano que está cá a estudar os tremores de terra. O Joaquim estava mais atento à comida e a Sandra era muito simpática. O Rodrigues e o Carlos eram homens calados que só observavam.


No fim do jantar comprei uma pintura ao Dacosta. O suporte em papel, técnica mista, um abstracto. Para ele é África, a sua origem, com rios, pássaros, o sol a pôr-se, árvores, tudo o que nós quisermos que lá esteja. O título é "O delicioso lugar de estar".