segunda-feira, maio 30, 2016

Um bairro que podia ser uma aldeia

Publicado na Revista Sábado em 5 de Maio de 2016 o guia sobre Roma. Na mesma página as músicas que Joaquim Albergaria se recorda quando evoca Roma. Podem ver aqui a dupla página.

UM BAIRRO QUE PODIA SER UMA ALDEIA 
Gosto de cidades grandes. Sim! Gosto de cidades grandes com pequenas aldeias dentro. Bairros coesos com habitantes que se relacionam, com comércio à medida das necessidades locais, com espaços onde os vizinhos se encontram e põem os assuntos em dia. Mas onde o ingresso dos “de fora” seja fácil e não excepcional e onde se possam misturar com os residentes. O Bairro Trastevere pareceu-me que corresponde a isto. Parei nesta encruzilhada de ruas estreitas, com umas mesas à porta de um pequeno bar debaixo de uma espécie de latada, com um empregado cá fora a fumar um cigarro. Encostei-me a uma das esquinas e registei o momento.


Caderno D&S de capa dura preta formato A6. Aguarela e caneta

sexta-feira, maio 27, 2016

Uma pensão que não é um hostal

Publicado na Revista Sábado em 28 de abril de 2016 o guia sobre Madrid. Na mesma página as músicas que Zé Pedro se recorda quando evoca esta cidade. Podem ver aqui a dupla página.

UMA PENSÃO QUE NÃO É UM HOSTAL 
A Pensão Chelo é minha conhecida já há muito tempo. Gosto de ficar nos quartos que dão para a frente, para a Calle Hortaleza, apesar do burburinho de gente que se ouve a todas as horas do dia e da noite. Os quartos têm uma pequena varanda onde podemos observar enquanto fumamos um cigarro. Foi aí que fiz este desenho. A Pensão Chelo é velha, os seus donos caminham para velhos, os quartos precisam de coisas novas, não servem desayuno (pequeno-almoço), o sítio é barulhento, o conforto é escasso e é num terceiro andar (por acaso já tem elevador). E eu regresso sempre. E gosto de descer, subir a rua, virar à esquerda e entrar numa pequena livraria, onde se tem que bater para a dona nos abrir a porta. E onde estão sempre livros à minha espera.



Caderno Laloran de capa azul escura com lombada de pano. 10,5 x 15,5 cm
Caneta preta e aguarela

quarta-feira, maio 25, 2016

Marvão

E ainda por ordem de realização vão os 3 últimos:




terça-feira, maio 24, 2016

Marvão

Nunca é demais dizer que Marvão é linda e que as pessoas são muito, muito simpáticas. A começar pelo meu homónimo, Eduardo Salvador, e por todas as pessoas que nos receberam nos vários restaurantes. 

Dito isto é difícil em dois dias (no meu caso até foi só meio dia) fazer mais que algumas vistas já muito vistas. Mas, na verdade, todas as ruas, todas as esquinas, todas as praças, pareciam que estavam à espera de serem desenhadas. Por ordem de realização vão os 4 primeiros desenhos.





segunda-feira, maio 23, 2016

No Jardim Botânico

Ontem, domingo, no Jardim Botânico, inserido no Festival Aproxima-te a oficina “Um caderno chamado diário gráfico”. Os participantes eram, essencialmente, famílias com filhos. No primeiro desenho estavam todos em redor do lago, a observar e desenharem pequenas coisas, como os nenúfares ou os patos. O segundo desenho foi-me oferecido por um dos participantes, o João, um dos filhos de um casal. Observou, desenhou e numerou 70 desenhos.



sexta-feira, maio 20, 2016

Mértola

Mais duas ruas no centro histórico de Mértola.



quinta-feira, maio 19, 2016

O meu quadro em Paris

Saiu hoje na Revista Sábado no guia de viagens, este sobre Paris. Na mesma página as músicas que Cristina Branco se recorda quando evoca Paris. Podem ver aqui a dupla página.

O MEU QUADRO EM PARIS
Nem todas as vezes que fui a Paris fui ver este quadro. Conheço pessoas que sempre que vão a uma certa cidade não prescindem de uma visita a uma certa pintura. Um Rothko em Londres, um Hopper em Nova Iorque. Eu não. Mas este pintor, Gustave Courbet, e esta enorme tela em particular, “O Atelier do Pintor”, no Museu D’Orsay, já o visitei vezes sem conta. E estou ali a olhar todos os pormenores, a relembrar-me das personagens que ele pintou, cada uma representando um certo tipo de pessoa. E a polémica que aquilo levantou na altura! E também a observar como os outros olham para ele, como se relacionam com aquela pintura que eu sinto como um pouco minha também. Este desenho foi uma pequena homenagem que lhe fiz.
Caderno formato A6 de capa dura preta marca Winsor&Newton
Caneta preta e aguarela

quarta-feira, maio 18, 2016

terça-feira, maio 17, 2016

Mértola

Um belo fim de semana em Mértola. Com óptimas pessoas, boa comida, belíssimas vistas e todos com uma grande vontade de desenhar.

Duas vistas soberbas: A vista da janela do hotel onde fiquei: o Hotel Museu (porque foram encontradas, e preservadas, ruínas de um antigo bairro islâmico) e do terraço da casa da Nádia Torres (colabora com o Grupo do Risco, é ourives, com joias lindas com influência árabe, e professora entre outras coisas). E ainda a Praça Luís Camões, donde começávamos os percursos para o desenho e uma das ruas mais características da vila, sempre com o Guadiana ao fundo e com uma cegonha a sobrevoar.





segunda-feira, maio 16, 2016

A Praça que pode ser várias coisas

Na Revista Sábado no dia 21 de Abril saiu sobre Berlim. Na mesma página as músicas que Fernando Ribeiro se recorda quando evoca esta cidade. Podem ver aqui a dupla página.

A PRAÇA QUE PODE SER VÁRIAS COISAS
Saímos de uma rua estreita e, ao longe, do outro lado da rua, não se percebia muito bem o que estávamos a ver. Vamos lá ver o que é?! Aproximámo-nos, chegamos, começamos a andar por entre aqueles paralelepípedos de pedra. Uns baixos como campas, outros, um pouco mais altos como bancos, onde havia grupos de pessoas, umas sentadas outras em pé, a conversar, a namorar, ou até a fazer um pic-nic. Andámos mais um bocado e havia outros ainda mais altos, mais altos que nós. E eram como ruas. Uma nova cidade. Labiríntica, claustrofóbica, até opressora, onde tínhamos a sensação de nos perder ou de nos acontecer alguma coisa. Virámos uma esquina e eram outra vez como campas. Um enorme cemitério a perder de vista.

Caderno Flecha, comprado na Papelaria Fernandes. 11,5x17 cm
Aguarela e caneta preta

quinta-feira, maio 12, 2016

Aquela esquina no Soho

Tem saído um guia com a revista Sábado, cada número sobre uma cidade diferente. A minha contribuição nesses guias foi um desenho feito nessa cidade, um desenho que já tivesse feito numa viagem anterior, e um pequeno texto sobre a memória desse momento. 
No dia 14 de Abril saiu sobre Londres. Na mesma página as músicas que Rui Reininho se recorda quando evoca esta cidade. Podem ver aqui a dupla página. 

AQUELA ESQUINA NO SOHO 
Já não sei porquê, mas sei que estávamos com pressa. Ela até continuou a andar, devagar, para me dar tempo. Mas eu tinha que fazer aquele desenho. Uma esquina do Soho, um prédio em tijolo com um pub em baixo. Londres era aquilo, e os Clash (só não os consegui ver em Cascais porque os bilhetes estavam esgotados). O desenho foi tão rápido que nem aparecem pessoas. E o Pub, esse, nem sei o nome. Sei que estava lá, que me apeteceu entrar, sentar-me ao balcão, dar dois dedos de conversa com o barman. Enfim, fazer o que os londrinos do Soho fazem ao fim da tarde. O desenho tem destas coisas. Enquanto o fazemos imaginamos coisas e depois, passados uns anos, misturamos tudo: o que aconteceu e o que nós gostávamos que tivesse acontecido.

Caderno formato A6 de capa dura preta marca Winsor&Newton
Caneta preta e aguarela

terça-feira, maio 10, 2016

Pessoas

Quem são estas pessoas? O que estão a fazer? Onde estão? Serão mesmo assim ou eu acrescentei um pouco? E as cores? Acho que foram completamente inventadas...


domingo, maio 08, 2016

Amesterdão

Por mais desenhos que tivesse feito em que aparecem bicicletas não conseguiria transmitir a quantidade e a diversidade que há nesta cidade.



quinta-feira, maio 05, 2016

Amesterdão

As Bitterballem , prato típico holandês, são uma espécie de croquetes, redondos e em pior. O bar, em redor do balcão, estava cheio. Mas o que soube bem, com o frio e a chuva que estava lá fora, foi a Genebra bebida num copo com uma forma peculiar (no canto inferior direito).


quarta-feira, maio 04, 2016

Amesterdão

Há muitos barcos nas margens dos canais que servem como casas. São reminiscências do tempo em que havia falta de habitação a seguir à guerra. Agora fazem parte da paisagem da cidade e, segundo ouvi dizer, são muito caras.




terça-feira, maio 03, 2016

Amesterdão

Cada vez mais os meus desenhos são feitos em duas fases distintas. A caneta, só linha, um desenho muito rápido, quase um esboço. Ainda por cima quando o tempo pode virar e começar a chover, ou quando chove mesmo. Depois, a aguarela, é outra coisa, igualmente rápida mas mais trabalhada, mais definidora das formas.


segunda-feira, maio 02, 2016

Amesterdão

Neste primeiro dia esteve sempre a chover. Mesmo as canetas cuja tinta é à prova de água, quando se desenha à chuva, a tinta não resiste e borra. O resultado até não é mau. Transmite a ideia do tempo que estava, da chuva.