Sentámo-nos nos degraus da estátua e observámos os espaços, as pessoas, os eléctricos. Já estava escuro e não víamos bem o que desenhávamos. Quando cheguei a casa pintei o céu com tinta-da-china.
Amanhã, 21 de Março, com o início da Primavera, nos jardins da Fundação C.Gulbenkian: Desenho e Paisagem
Os oradores da esquerda para a direita: Mário Bismarck, José Neves, Eduardo Côrte-Real (parece que aderiu à blogosfera), João Catarino e eu próprio. Fomos tão eloquentes que não houve questões da parte da assistência. Também já era hora de jantar.
Apesar da qualidade não ser o principal critério na escolha dos desenhos que coloco aqui, não mostro a primeira proposta que nos foi apresentada: desenhar sem olhar para o papel (são uma série de rasbiscos desinteressantes). O segundo (primeiro abaixo) foi realizado segundo o “método eduardocôrtereal”: da esquerda para a direita e a partir dum elemento vertical. Depois fui comer uma tosta mista (são enormes), aproveitei e desenhei duas pessoas no bar (segundo abaixo).
Quanto tempo se demora a fazer um desenho? Há quem demore o tempo de um casamento (ver livro de Eduardo Côrte-Real "Um Suave Guia para o Desenho em Viagem", p.54). Este foi feito no intervalo de dois eléctricos.
Domingo, dia 15 à tarde, encontro no Braço de Prata para desenhar nos Diários gráficos (ver Programa)
Largo de S.Carlos. À direita, homenagem a Fernando Pessoa em frente à casa onde nasceu.
Dois registos do mesmo espaço: uma praceta, muito simpática, no bairro de Benfica. É pena, como em quase todos os sítios de Lisboa, os carros amontoarem-se em cima do passeio. No primeiro dei-lhe um ar romântico/rural tirando-lhe os carros. No segundo lá estão eles. E são só alguns. Há ainda um terceiro editado no dia 19 Fevereiro.
Há uns tempos o jornalista Pedro Rolo Duarte no seu Programa "Janela Indiscreta", na Antena 1, referiu-se a este blogue num curto texto. Um texto muito elogioso e que é sempre muito gratificante ouvir. Leiam-no ou oiçam-no (procurem no arquivo em 13 de Fevereiro).
Nuno Branco tem um belo blog e faz uns desenhos muito rápidos igualmente belos. Já está na primeira página do site www.diariografico.com , e também com um pequeno texto e mais algumas imagens.
Eduardo Côrte-Real lança amanhã um livro intitulado “Um Suave Guia para o Desenho em Viagem” e inaugura uma exposição dos ditos na Fábrica Braço de Prata, Espaços do Desenho. Vejam aqui o Programa completo.
Há ruas que não são simpáticas. A minha é uma delas. Ninguém diz: gostava de morar naquela rua. Há muita confusão, muitos carros, muitas pessoas, gente de outros países, muitas lojas e cafés, vendedores de rua. É por isso que gosto de morar na minha rua.
Quatro pessoas que gostam de desenhar e que costumam andar com um caderno próprio para desenhar vão almoçar. O que fazem enquanto esperam pelos cafés? Da esquerda para a direita: Richard, João e José.
O livro que deu corpo ao Projecto “1000 journals”, já referido neste blog, começa com a frase: Este livro é dedicado a qualquer pessoa que costuma dizer: “Eu não sou criativo”.
Diário 960 no livro "1000 Journals Project" de Someguy da editora Chronicle Books LLC de S.Francisco (2007)
Muitos se têm referido ao Mestre Lagoa como aquele que os iniciou no uso dos Diários Gráficos. Um só exemplo: ”Comecei a pedido do mestre Lagoa Henriques que foi meu professor de Comunicação Visual na ESBAL”Pedro Morais
Benfica é um bairro sem grande carisma. Mas os seus habitantes (conheço alguns) gostam de lá morar. Bruno Horta fala-nos disso na revista Ling (distribuída aos passageiros da companhia de aviação Vueling). Por mim, como não tenho ligações ao bairro, ilustrá-lo foi um desafio. Vejam o artigo com mais ilustrações aqui na página 54.
Temos o prazer de acrescentar ao site www.diariografico.com uma autora - Isabel Fiadeiro, portuguesa a viver na Mauritânia: "De repente comecei de novo a desenhar, tudo o que via tinha vontade de apontar no caderno, nunca antes tinha sentido esta compulsão" .
Também acrescentámos no link "outros autores" uma ligação ao site da escola Ibn Mucana, em Alcabideche, Livros de Artista
Para mim desenhar no Metro é a verdadeira, a derradeira “prova de fogo” de um desenhador de Diários Gráficos. Diga-se, em abono da verdade, que o nosso Metropolitano com uma rede tão pequena e o percurso entre estações tão curtas, fica ainda mais difícil.
A RESTART/ESCOLA DE CRIATIVIDADE E NOVAS TECNOLOGIAS INICIA O WORKSHOP "URBAN ART", COM PAULO ARRAIANO, EM FEVEREIRO. MAIS INFORMAÇÃO AQUI
Outro autor para o site www.diariografico.com, Marta Fonseca: “… quando desenhamos registamos de forma mais nítida e profunda, precisamos e usamos o tempo que necessitamos para o desenhar, ver e tomar decisões”.
VAI SER LANÇADO UM NOVO DIÁRIO, GENERALISTA E AINDA SEM NOME. A PARTIR DE AMANHÃ ABRE UM CONCURSO PARA ILUSTRADORES QUE QUEIRAM COLABORAR NESSE NOVO JORNAL. JÁ EXISTE UM SITE ONDE, A PARTIR DO DIA 9, PODERÃO OBTER MAIS INFORMAÇÃO.
Cheguei a Guimarães três horas antes do combinado. Deu-me tempo para almoçar e deambular enquanto fazia alguns desenhos da cidade. Durante o almoço fiz o edifício da Câmara que se via da janela do restaurante.
Largo Cónego José Maria Gomes. Convento de Santa Clara. Câmara Municipal de Guimarâes
Há algumas confusões entre Livro de Artista, Livro-Objecto, Diário Gráfico e outros objectos do género. Veja-se o próprio autor com que exemplifico, que é mencionado simultaneamente como autor de Diários Gráficos e de Livros de Artista. No livro “Diários de Viagem. Desenhos do quotidiano” abordei este tema num pequeno capítulo de três páginas. Nele fiz referência a um trabalho que José Tomás Féria estava a desenvolver sobre o assunto. Ele agora apresenta-nos esse trabalho em site.
Ontem, no encontro de alguns autores que integram o livro “Diários de Viagem. Desenhos do quotidiano”, constatámos a predominância de homens. Em 35 autores há 8 mulheres. E no encontro de ontem não compareceu nenhuma. A paridade devia ter sido um dos critérios na escolha. Em baixo alguns deles em amena conversa.