No cimo deste monte fica o local de onde os parapentes se lançam. Em baixo fica Genebra a rodear o Lago Lemans. É muito difícil, graficamente, dar a ideia duma cidade vista de cima.
O marketing é uma coisa com que temos que viver nesta sociedade baseada no consumo. Mas nunca simpatizei com a atitude da Moleskine em querer convencer-nos que produzem “O Caderno de Viagens”. O único. Mas desta vez comprei mesmo um, daqueles para grandes panorâmicas. Ia para um sítio onde era preciso uma vista larga. Ou uma grande angular em linguagem fotográfica.
Ainda há certos lugares onde a “civilização” não chegou. A luz eléctrica às dez da noite desaparece. Os carros param para dar boleia. As pessoas são afectuosas naturalmente. O tempo passa devagar. Só o vento parece que quer empurrar tudo.
Não sei qual o nome dele só sei que é conhecido por Grunho, alcunha, aliás, com que não concordo, porque ele é, parece-me, um rapaz com alguma sofisticação e até carisma. Canta o fado, mas o seu sustento é a pintura de paredes. Vive em Alfama e é o maior a seduzir o sexo oposto. Se queres ler as verdadeiras façanhas do Grunho lê aqui.
Como eu o vejo quando está preparado para cantar o fado
Mais um autor de Diários Gráficos para a colecção: Rui Costa Lopes. Outro com a particularidade da sua “especialidade” não serem os “bonecos” - “…à força de encher os cadernos com bonequinhos, acabei por ter uma certa segurança de traço”. Vale a pena também ver o seu blogue.
Dormir no terraço nas noites quentes, tomar o pequeno-almoço debaixo da sombra da figueira, dormir uma sesta, ler um livro e desenhar as vinhas com o mar ao fundo, grelhar o peixe cá fora e jantar à lua cheia.
Apesar de gostar, confesso que fui ouvir o sr. Dylan só porque não paguei bilhete. No dia seguinte, num concerto inesquecível, Neil Young, onde não me cansei de cantar: “keep on rockin’ in the free world”.
Apesar de ser um jardim duma Fundação privada está aberto ao público. Vale a pena ir até lá ver os panos, que servem de toldos, produzidos por vários artistas plásticos. Um deles, o Francisco Vidal, também aparece aqui.
É um blogue por onde gosto de passar. Tem registos rápidos de muita qualidade, com algumas palavras a propósito. Temos agora o prazer de o ter na 1ªpágina do www.diariografico.com, onde também podem ver um texto e alguns desenhos feitos em cadernos.
Gabi Campanario: "Desenhar é algo que faço desde criança. Lembro-me de desenhar as ruínas de um castelo na cidade natal dos meus pais em Montemolin (Badajoz) quando tinha dezasseis anos".
Já há muito tempo que o Surrealismo não é uma corrente artística. É uma maneira de estar na vida. Há poucas pessoas que se dizem surrealistas e eu conheço uma delas.
Duas pequenas esculturas feitas a partir de pequenos desenhos e uma escultura africana
Quando me sentei na esplanada percebi logo porque é que há pessoas que não gostam de viver em cidades muito turísticas. Estava de frente para dois dos monumentos mais fotografados de Portugal: o Pessoa e o eléctrico nº 28 e os turistas estavam excitados.
Continuei a descer a rua D.Pedro V e sentei-me no recém arranjado, e recentemente aberto ao público, Miradouro S.Pedro de Alcântara. Gosto sempre de olhar o painel de azulejos e confirmar se está tudo no sítio.
Miradouro S.Pedro de Alcântara. Lisboa. Junho 2008
A página da esquerda foi feita enquanto estava à espera do Metro na estação do Marquês de Pombal. A página da direita, já em casa, enquanto respondia a um inquérito, pelo telefone, sobre os meus hábitos de ouvinte de rádio.
O Museu da Cidade de Almada é outro local que precisa ser visitado. E aproveitem para almoçar (ou jantar) no restaurante, que vale a pena. À entrada deparamo-nos com uma escultura/instalação, concebida para aquele espaço e muito bem conseguida, do catalão (?) Joseph Bofill.
Desenhar para nada é desenhar sem nenhum objectivo. Nem para melhorar o traço, nem para passar o tempo, nem sequer para memorizar o lugar. Mas inesperadamente, isso acontece e este desenho é sem dúvida berlinense. A fábrica da BMW é lá e a cor das cabines telefónicas é cor-de-rosa.
No fim da rua António Pedro, perto da Praça do Chile, há uma cervejaria com uma pequena esplanada. Esta rua e esta esplanada não têm graça nenhuma. Os carros estacionados estão em cima das mesas. Quando acabei o desenho encontrei um amigo que já não via há anos.
Viver na “outra banda” é uma opção que eu só não aconselho a quem trabalha do lado de cá. Umas das coisas boas são os equipamentos culturais oferecidos. Um deles é a Casa da Cerca, Centro de Arte Contemporânea, o seu Jardim Botânico e a vista sobre Lisboa.
Em primeiro plano vê-se uma "instalação" cujo autor desconheço