quarta-feira, maio 20, 2009

Vamos desenhar a Feira do Livro 4

Ultimamente tem-se falado de Movimento para designar o conjunto de pessoas que desenham em cadernos, sozinhas ou em grupo, e divulgam os seus desenhos, pessoalmente ou em blogues. A designação de Movimento não me agrada. Não temos organização, nem líderes, nem ideais. A Simo Capecchi chama-lhe de Comunidade. Eu prefiro teia ou mancha, apesar da conotação negativa desta última. Mas ela cresce como uma mancha de óleo. Muito depressa.

Mais exemplos de desenhos feitos na Feira do Livro:

Pedro Fernandes (Pef). Geólogo a fazer ilustração científica

Rosa Baptista. Economista a exercer funções de call center

Dulce Casaleiro. Enfermeira

13 comentários:

go_n_Ça_Lo disse...

gosto da ideia de mancha....
e desta iniciativa.

Bom trabalho

Maria de Fátima disse...

mancha é o nome que eu gostaria de chamar-lhe
espalha-se
embebe-se
como a tinta, escorre e fica cada vez mais viva

Rosa Baptista disse...

Gosto muito do nome Mancha. Tens toda a razão (Movimento, Comunidade...)! Não vejo nenhuma conotação negativa com mancha... pelo contrário :)

Pedro disse...

E até nem fica mal: ... mancha volta a atacar... . Vamos a isso!

H.Vogado disse...

Mancha é um bom nome. Tem a ver com desenho. O carácter espontâneo e sem forma definida dá uma ideia de liberdade.

Maria disse...

Estou a gostar e voto na mancha.

hfm disse...

Belos trabalhos, Eduardo. Gosto da mancha com todas as suas conotações.

Blog do Beagle disse...

Venho sempre observar os desenhos. Gosto muito do que vejo e vez ou outra elogio. Detesto repetições. Elza

josé louro disse...

O "mancha negra" até era um personagem simpático.

Anónimo disse...

Mas sinceramente, será que a "mancha" cresce realmente ou apenas se mostra no blogue o que antes não se mostrava? É que sempre houve imensa gente a usar estes cadernos. Se realmente aumentou é, ou pessoas que já desenhavam frequentemente em folhas soltas ou então é provavelmente uma moda passageira que permanecerá em poucos dos que só aderiram agr, algo que acontece em todas as modas.
A internet possibilitou a publicação destes desenhos intímos. E se formos a pensar no assunto, o DG ao tornar-se tão popular na blogosfera perde um pouco da intimidade inerente a ele, já que dificilmente uma pessoa que escreve/desenha algo só para ela, o publica na internet. Uma pessoa quer mostrar o que ficou melhor, o menos criticável (isto no geral obviamente).
Peço desculpa por intrometer-me no blog.

Anónimo disse...

Alguém tem de ser do contra quando tudo concorda por simpatia.
Pertence-se a um grupo, comunidade, até a uma quadrilha, mas a uma mancha... "Pertenço a um mancha"!
Mancha na roupa, na reputação, por vezes até e infelizmente na radiografia... N-não. Só a que o Zé Louro referiu com graça.
Sorry Eduardo. G

JASG disse...

"Anónimo",

Moda é: o Lopes da Mota, o Dias Loureiro, o Isaltino Morais, a Fátima Felgueiras, o Avelino Ferreira Torres, o Valentim Loureiro, o défice, a dívida pública, o procurador, a Casa Pia, o João Vale e Azevedo, o Pinto da Costa, o Luís Filipe Vieira, o Filipe Soares Franco, as arbitragens no futebol, a professora que tira o telemóvel à aluna, a professora de História que aproveita para falar de educação sexual aos alunos, o "Jornal das Nove" da TVI à sexta.

E além de moda, também há aqui muita mancha...

Eduardo Salavisa disse...

Tal como o Diário Gráfico estimula a desenharmos mais, porque aquele caderno começa a ser um objecto importante e acostumamo-nos a transportá-lo ficando mais observadores e com vontade de registar o que observamos, também o sermos dinamizadores de um blog incentiva-nos a desenhar, porque criamos um certo compromisso com o visitante virtual, além de que sentimo-nos bem naquele espaço que passa a ser como a nossa casa, onde pomos umas coisas na parede e arrumamo-la como gostamos. As visitas vão lá, nós recebemo-las o melhor que sabemos e cada um mostra os desenhos que tem feito. Por isso é que acho que, tal como o Diário Gráfico, a blogosfera também ajudou a aumentar o número de desenhadores. Mas sabemos que o blog não é um diário verdadeiro, nem pretende sê-lo, pelo menos no que me toca.

Mancha como algo que se espalha com rapidez em muitas direcções. Ou teia como algo feito por muitas pessoas.