sábado, janeiro 18, 2014

Valparaíso

Fui a Valparaíso procurar os lugares e as pessoas desenhadas por Loro Coirón. As suas ruas estreitas e íngremes eram, até há pouco tempo, servidas por electricos. Agora, infelizmente como se passa em várias cidades, há só uma ou duas linhas e é mais uma atracção turística. Mas a cidade palpita de gente e de vida.



sexta-feira, janeiro 17, 2014

Loro Coirón

Estes desenhos foram feitos a partir de outros desenhos. Vi-os numa exposição no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago. Desenhos impressos em grande formato, sobre Valparaíso e as suas gentes, do pintor francês Thierry Defert mais conhecido por Loro Coirón, que adoptou o Chile e aquela cidade portuária como suas. Fez-me ter vontade de ir até lá o que fiz no dia seguinte.


quinta-feira, janeiro 16, 2014

Bairro Brasil em Santiago

“Não se admitem sapos”. Naquele café com uma esplanada muito agradável no bairro Brasil, na praça com o mesmo nome, estava um cartaz com aquele dito. Fiquei intrigado e perguntei ao dono o que queria dizer. Era que “não queremos aqui gajos da CIA, fascistas, ou da direita em geral”.


terça-feira, janeiro 14, 2014

A Praça de Armas em Santiago do Chile

A Praças de Armas nas cidades latino-americanas, excluindo o Brasil, são sempre os centros principais. Onde estão todos os centros de poder: político, religioso, judicial. E também onde as pessoas se encontram e onde acontece tudo. Mas a de Santiago do Chile supera todas. Não é a mais bonita mas é a mais diversificada: jogadores de xadrez, pintores, leitores de tarot, manifestações políticas, vendedores da bíblia, palhaços, marionetas, macacos amestrados. E a própria arquitetura é diversa: a catedral neoclássica dialoga com o centro comercial em vidro.



segunda-feira, janeiro 13, 2014

Um performer em Santiago do Chile

Ele era um autêntico performer. Uma espécie de palhaço com um único adereço, uma mala de executivo. Quem passasse perto tinha que levar com ele ao lado a imitar o andar, os tiques. Puro improviso. Conseguiu juntar uma pequena multidão a rir às gargalhadas. Até os polícias a cavalo. Foi na praça de Armas em Santiago do Chile.


sexta-feira, janeiro 10, 2014

Daniel Blaufuks

Os suportes utilizados por Daniel Blaufuks são a fotografia e o vídeo. Faz exposições, filmes e livros. Do que gosto mais são os livros de viagem. O “London Diaries” (1994) com fotografias “polaroids” coladas e texto escrito a grafite (imagens em baixo) ou “Uma Viagem a São Petersburgo” (1998).



quinta-feira, janeiro 09, 2014

O Deserto de Atacama

Levei água, claro, um chapéu e duas barras de cereais. A pé pelo deserto de Atacama até ao Vale de La Muerte. A terra ressequida com partes brancas do sal. É muito difícil dar a ideia daquela imensidão num desenho.



quarta-feira, janeiro 08, 2014

Tocanao

O Alberto e o Matias sentaram-se ao meu lado como não estivessem a prestar atenção. Tinha apanhado um autocarro e ido até uma aldeia próxima, Tocanao, onde me sentei na pequena praça a desenhar a pequena igreja com a torre separada do resto. Mas ao fim de pouco tempo já estavam a querer ver e a mostrar que também eles sabiam desenhar.



terça-feira, janeiro 07, 2014

São Pedro de Atacama

São Pedro de Atacama é uma pequena cidade com construções feitas em adobe no meio de um grande deserto. Em tempos deve ter sido uma espécie de oásis. Agora é um centro turístico com lojas de “recuerdos”, agências de viagens, aluguer de bicicletas, hotéis de charme. Também tem um polo de universidade para pós-graduações e um pequeno museu. Além da igreja, também ela em adobe.



domingo, janeiro 05, 2014

Viagem Puno-S.Pedro de Atacama

O Lago Titicaca faz fronteira com o Peru e com a Bolívia. A minha intenção de entrar pela Bolívia pelo norte saiu gorada por causa dos bloqueios de estrada não terem fim à vista. Assim rumei para o Chile. Não havendo transporte directo a alternativa foi apanhar vários transportes: Puno-Tacna, ainda no Peru e onde tive que dormir; Tacna-Fronteira; Fronteira-Arica, já no Chile, onde esperei cerca de 10 horas, que aproveitei para visitar; Arica-S.Pedro de Atacama. De manhã o deserto entrou pela janela do autocarro numa visão inesperada.




sexta-feira, janeiro 03, 2014

As Ilhas Flutuantes

Havia dois ou três barcos por dia para as ilhas. Fui no do meio-dia. Eram pequenos barcos que me fizeram lembrar os que ligam Tavira à ilha. Fui a duas das ilhas. Numa delas uma das casas era um restaurante onde aproveitei para almoçar. Cada casa tinha um pequeno painel solar. Os habitantes das ilhas viviam da pesca e da caça aos patos, agora fazem artesanato que vendem aos turistas.



quinta-feira, janeiro 02, 2014

As Ilhas Flutuantes

No Lago Titicaca, o lago navegável situado nos Andes e a maior altitude do mundo, existem cerca de 70 ilhas feitas de plantas aquáticas pelos próprios habitantes. Constroem a própria ilha, as casas e os barcos. Em cada ilha vivem 4, 5 ou 6 famílias e têm um chefe e uma chefa. O conjunto das ilhas tem um chefe geral.



segunda-feira, dezembro 30, 2013

Ler Devagar

A livraria Ler Devagar em Lisboa na LxFactory. Um desenho rápido num sítio para estar com tempo, devagar.


sábado, dezembro 28, 2013

Karina Kuschnir

Karina Kuschnir é antropóloga e é carioca. E desenha e escreve daquela maneira saborosa que nós achamos que os brasileiros escrevem, falam, cantam e, pelos vistos, também desenham. Tem um blog que vale a pena visitar onde cruza a vida, o humor, a atividade de desenhar, o saber universitário, as artes, a política.


sexta-feira, dezembro 27, 2013

Puno

Puno é uma cidade muito pouco interessante. Tem uma praça de Armas com a Catedral, como todas as cidades da América Latina, uma rua pedestre com alguns restaurantes e lojas e o restante é uma malha ortogonal com casas vulgares. Atrai alguns turistas por estar junto ao lago Titicaca. Os desenhos são enganadores e, por vezes, fazem com que as coisas pareçam mais agradáveis do que elas são. Ou o contrário.


quinta-feira, dezembro 26, 2013

Cusco

Mais umas voltas por Cusco antes de partirmos para o sul, para Puno.



terça-feira, dezembro 24, 2013

Cusco

De volta a Cusco. Esta é a varanda de uma das salas do museu Inca, onde estava toda a informação sobre a revolta de Tupac Amaru II (sec. XVIII), neto do último imperador inca, e a descrição, minuciosa com requintes de malvadez, da sentença a que fora condenado pelos colonizadores. Ele, a família e a destruição da sua casa.


sábado, dezembro 21, 2013

Machu Pichu

Levantar cedo, fila para apanhar o pequeno autocarro, curto percurso a subir, fila para entrar e, finalmente, entro no recinto. Este local é daqueles que não há foto, texto, filme ou desenho que nos transmita a sua grandiosidade e admiração pelo povo que fez aquilo. Por volta das 10 horas começa a chegar a multidão que vem directamente de Cusco.




sexta-feira, dezembro 20, 2013

O comboio até Machu Pichu

O percurso de Ollantaytambo até Aguas Calientes faz-se num comboio muito confortável com ar de antigo ao longo de um rio estreito, com pedregulhos e muito agitado. A viagem para lá foi feita já de noite. Só no regresso é que percebi a beleza daquela viagem. No entanto não consegui registar mais do que o desenho em baixo o que, nem de perto nem de longe, dá a ideia daquela experiência.


quinta-feira, dezembro 19, 2013

Os Cafés de Buenos Aires 4

O primeiro café é na Praça Dorrego em pleno bairro San Telmo. Os tampos das mesas e o balcão, todos em madeira, estão repletos de inscrições a mostrarem todas as memórias e tempo por que passaram. 

Em baixo não é um café mas um restaurante, o El Pippo. Fui lá várias vezes e foi onde comi os bifes mais saborosos e tenros. É numa transversal da avenida Corrientes.



terça-feira, dezembro 17, 2013

Os Cafés de Buenos Aires 3

Palermo, um dos bairros mais característicos de Buenos Aires, enche-se de pessoas, sobretudo sábado à tarde. As ruas, com as suas esplanadas, transborda de energia até ao fim da noite.



segunda-feira, dezembro 16, 2013

Yayoi Kusama

As árvores em frente do MALBA (Museu de Arte Latina de Buenos Aires) estavam vestidas a condizer com a exposição. A fila de visitantes era tão grande que só quando fui numa segunda feira de manhã consegui entrar para ver a exposição "Obsessão Infinita" da japonesa Yayoi Kusama (1929) que andou por Nova Iorque nos anos 60 e regressou ao Japão para viver, voluntariamente, numa clínica psiquiátrica.


domingo, dezembro 15, 2013

Majestic

Numa ida ao Porto é obrigatório uma ida ao Café Majestic.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Os Cafés de Buenos Aires 2

O mais conhecido é o Café Tortoni na avenida de Mayo. Só à terceira vez que passei por lá consegui entrar sem estar numa fila. Um pouco mais acima, na mesma avenida e do mesmo lado o 36 Billares que, como o nome indica, tem na cave mesas de bilhares com bancadas e tudo.



segunda-feira, dezembro 09, 2013

Os Cafés de Buenos Aires 1

Há cafés de todo o tipo: grandes, pequenos, simples, de luxo, com e sem música. Desenhei alguns. Os dois de baixo são dos mais conhecidos: o Las Violetas, na av. Rivadavia, que se enche à hora do lanche, e o El Gato Negro, na av. Corrientes, onde comi as melhores “Medias lunas” da minha vida.



sexta-feira, dezembro 06, 2013

Clorindo Testa

A Biblioteca Nacional de Buenos Aires, do arquitecto Clorindo Testa (1923-2013), é um edifício monumental com uma forma peculiar: uma mesa! Encontrei-me com o Norberto desta vez para desenhar. É preciso concentração para desenhar e este edifício ainda o exigia mais. Ficou tão mal que desenhei por cima uma escultura de Jorge Luís Borges que estava ao lado. Noutro dia fui à procura de outro edifício, um Banco, do mesmo arquitecto.



quarta-feira, dezembro 04, 2013

El Ateneo

A propósito de bibliotecas monumentais, que são mostradas neste blog, lembrei-me das livrarias de Buenos Aires. Uma delas, El Ateneo, um antigo teatro, foi onde me encontrei pela primeira vez com o USk Norberto. Foi no café, no espaço onde antes era o palco.



terça-feira, dezembro 03, 2013

Empanadas

As empanadas, uma espécie de pastel de massa tenra muito característico dos países do Sul, podem ter recheios diversos. Além da cebola, do ovo cozido e das azeitonas costumam ter ou carne picada ou frango. Neste dia comi também de queijo roquefort, o que era bastante enjoativo. As melhores, em Buenos Aires, onde eu gostava de ir, são na La Continental na avenida de Mayo junto à praça do Congresso.


domingo, dezembro 01, 2013

As Casas da Memória

O Plano Condor, que nos anos 70/80 foi implantado nalguns países da América do Sul: Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai, com o auxílio dos EUA, fez milhares de mortos, torturados e desaparecidos, deixando as famílias suspensas para sempre na sua angustia. Desde que estes países se democratizaram lidam com este passado da maneira como podem: uns bem outros menos bem. Algumas cidades fundaram “As Casas da Memória” museus didáticos para que as gerações não esqueçam e não repitam. São sítios comovedores para visitar em silêncio.

Santiago do Chile: Museu da Memória e dos Direitos Humanos

Buenos Aires: Parque de la Memoria: Monumento a las Victimas del Terrorismo de Estado

Rosario: Museu de la Memoria