São estas tascas, escuras, sem janelas, onde se têm de descer uns degraus, quase uma cave e onde, inesperadamente, pela hora do almoço, nos iluminam a alma.
O Richard tinha comprado umas canetas, marca Giotto, no supermercado e eu também quis experimentar. O Manuel San Payo também aproveitou. Fomos bebendo um JB. O resultado foi duvidoso, mas ficou o registo.
Tive que o fazer em poucos minutos. O comboio para Guimarães estava prestes a sair. Fui à ESAP de Guimarães a convite do Pedro Moura. Os alunos eram poucos mas bons. Vejam também este particular blog do António Coelho.
Conhecemo-nos na Escola de Belas Artes. Ele foi para pintura e eu para design. Ele foi viver para Reguengos e eu continuei em Lisboa. Encontrámo-nos agora nos “Encontros de Monsaraz". Continua a desenhar no ritmo necessário e faz parte agora do diariografico.com.
Ainda dois desenhos feitos aquando da minha (e do Sócrates) ida à Assembleia. O primeiro na bancada dos “colegas” jornalistas. O segundo as Tvs, que estavam no outro extremo.
Comecei o desenho pelo que me interessou: a mão que estava mesmo ao meu lado, por cima do ombro da rapariga. O resto era indiferente. Fui fazendo enquanto durou a viagem Arroios-Baixa.Chiado.
Quando desenho pessoas não costumo preocupar-me com as suas semelhanças. Mas neste caso era preciso que, pelo menos, o Portas e o Sócrates estivessem parecidos. Ambos são fáceis de caracterizar.
Vera Bettencourt, artista plástica e professora numa pequena escola que faz parte da galeria Pedro Serrenho, onde expõe, integra desde hoje o site diariografico.com: “Organizo o meu diário cronologicamente mas, como gosto de o ver cheio de cor, às vezes volto atrás para preencher espaços vazios. O meu diário é, assim, um diário de trabalho, de viagem, de companhia,...”
Desenhar os deputados na Assembleia não é das coisas mais interessantes. Não é estimulante desenhar pessoas de fato escuro. São todos parecidos e a sua postura é estática. Nunca escolheria este espaço para desenhar se não me fosse encomendado pelo jornal i.
Foi feito entre dois metros durante a hora de ponta. Tinha acabado de passar um quando cheguei à gare. Desenhei o homem, que também tinha perdido o metro por pouco, enquanto a multidão não chegava e depois, já com pessoas à volta, dediquei-me ao Marquês.
Já aqui falei deste curso, mas falo outra vez porque parece que querem fechar as inscrições e precisam saber quantas pessoas vão lá estar. Jaca é uma pequena localidade situada nos Pirinéus e perto de Zaragoça. Há vários motivos para irem até lá e um deles é por causa do curso “De vuelta com el cuaderno” coordenado por Clara Marta Moreno, professora de Desenho Artístico na Escola Superior de Design de Aragón. Além de mim próprio, o curso é dado pelos excelentes ilustradores e bloguistas Enrique Flores, Antonia Santolaya (não tem blog mas um site), Simonetta Capecchi, Lapin e Gabriel Campanario.
quinta-feira, junho 11, 2009
A REVISTA "LER" DIVULGA NO NÚMERO 81 DE JUNHO ALGUNS DOS DESENHOS FEITOS NA FEIRA DO LIVRO. A MALTA AGRADECE.
Lisboa está repleta de hortas. Encontram-se nos sítios mais inesperados. Servem para muita gente como passatempo e como complemento do seu parco rendimento. Além de que a cidade agradece e fica mais saudável.
Antonin Artaud, poeta, actor, dramaturgo, em cerca de três anos preencheu, com textos e desenhos, 406 cadernos. Serviu-se deles como uma espécie de arte terapia. São como “um mapa, um firmamento que reflecte o estado emocional do seu autor”, como escreve Marta González no catálogo da exposição “Artaud” na La Casa Encendida em Madrid.
Mais um autor a juntar aos outros 77 que constam do site diariografico.com. Tiago Alexandre, estudante na Faculdade de Belas Artes de Lisboa: “A obsessão por registar os meus tormentos e os meus devaneios quase instantaneamente fez com que os suportes escolhidos fossem pequenos blocos”.
Observar os chimpanzés dá-nos uma sensação estranha. Parece que estamos a olhar-nos ao espelho tal é a semelhança. O chimpanzé do primeiro desenho, quando reparou que estava a ser desenhado, posou em várias posições.