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segunda-feira, julho 13, 2015

Lourdes Castro

Obrigatório ver a exposição de Lourdes Castro “Todos os Livros” na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Gulbenkian. São cerca de 50 Livros de Artista. São “livros nos quais existe uma intencionalidade da artista em criar uma obra que tem uma unidade”. 

Em baixo 3 duplas páginas do chamado “Cadernos de Alemão”, executado aquando da sua estadia em Berlim, para abordar a língua alemã a Manuel Zimbro que estava em Paris.




terça-feira, fevereiro 03, 2009

Site sobre Livros de Artista

Há algumas confusões entre Livro de Artista, Livro-Objecto, Diário Gráfico e outros objectos do género. Veja-se o próprio autor com que exemplifico, que é mencionado simultaneamente como autor de Diários Gráficos e de Livros de Artista. No livro “Diários de Viagem. Desenhos do quotidiano” abordei este tema num pequeno capítulo de três páginas. Nele fiz referência a um trabalho que José Tomás Féria estava a desenvolver sobre o assunto. Ele agora apresenta-nos esse trabalho em site.

Francisco Vidal. Cabo-Verde 1978. Pintor

domingo, fevereiro 24, 2008

Livro de Artista 10

Pierre Alechinsky (Bélgica. 1927) compra livros, cadernos e mapas antigos e já usados, nos alfarrabistas e feiras da ladra, e adopta-os como suporte das suas pinturas diárias.


"Pense Bête". 1974. Desenhos a tinta-da-china s/notas manuscritas de 1817

"Entrées et Sorties" 1974. Desenhos a tinta-da-china e aguarela s/ escrituras do séc. XVIII
Do livro "Carnets en Deux Temps" de Pierre Alechinsky. Editora Buchet/Castel. Colecção "Les Cahiers Dessinés". Paris 2004

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Livros de Artista 9

Ainda uma dupla página do mesmo livro, de Alberto Giacometti. Não é só o José Louro e o Jorge Trindade que desenham ao volante.

Este livro, saído nos anos 60, foi desde sempre considerado mítico. Talvez porque o autor demorou dois anos a fazer os desenhos e a escrever o texto.

Paris sans fin. Giacometti. Ed. Buchet/Chastel. Colecção Les Cahiers Dessinés

sábado, janeiro 12, 2008

Livros de Artista 8

A revista e editora Verve, fundada por Tériade, editor de origem grega (1897-1983), dedicou-se a publicar os chamados Livros de Artista. O livro Paris sans fin, encomendado a Alberto Giacometti, é constituído por cerca de 150 desenhos, intercalados por texto. É uma espécie de reportagem diária.

Paris sans fin. Giacometti. Ed. Buchet/Chastel. Colecção Les Cahiers Dessinés

sexta-feira, março 23, 2007

Livro de Artista 7

Mário Henrique Leiria concebeu e executou este livro em 1950/51. Só em 1999 Cruzeiro Seixas conseguiu editá-lo numa pequeníssima edição, também ela muito artesanal.



Mário Henrique Leiria (1923-980). Poeta e pintor. Fez parte do Grupo Surrealista de Lisboa. Claridade dada pelo tempo

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Livro de Artista 6

Retratos furtivos. Luis Seoane. Media Vaca. Valencia 2004. Esta edição conserva o tamanho e formato dos desenhos originais. Agrupa parte dos retratos que Luis Seoane realizou numa infinidade de cadernos de bolso.

"Logo que reproduzido o rosto furtado trata-se de analisá-lo, de situá-lo no seu meio, no ambiente em que o autor supõe que habita, tratando de interpretar as suas preocupações, de encontrar-lhe os defeitos morais ou virtudes e de consigná-las numa breve frase". Luis Seoane

1ªpag: "Exemplo de branco dos Estados Unidos olhando com bondade a Klu Klux Klan. Nova York 68
2ªpag: "Fruto condicionado de um estado social supostamente feliz. Nova York 68"

1ªpag: Simplesmente passando pelo mundo como todos. La Coruña 69"
2ªpag: "Não protesta por nada. Renunciou a toda a pretensão de suprimir a injustiça. La Coruña 69"

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Livro de Artista 5

Quando Luis Seoane (1910-1979. Nascido em Buenos Aires mas a sentir-se galego) registou estes “retratos furtivos”, “feitos às escondidas com dissimulação para não alarmar as vítimas”, nos seus inúmeros cadernos de bolso, não estava a pensar num livro de artista. Mas podemos considerar como tal quando os agrupou num livro sob um conceito: “descobrir através de feições o carácter da pessoa a que pertence e a circunstância social e económica em que vive”.




Retratos furtivos de Luis Seoane. Media Vaca. Valencia 2004

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Livro de Artista 4

Este livro combina desenhos e textos manuscritos pelo seu autor, num discurso plástico-literário globalmente qualificado pelo próprio como "poème". Mostra-nos um Le Corbusier empenhado em aprofundar algumas das chaves da sua obra arquitectónica e filosófica, artística e literária.




Le Corbusier, Le Poème de L'Angle Droit. Pags 52, 53, 54, 55

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Livro de Artista 3

Le Corbusier, Le Poème de L'Angle Droit, Edições Verve, Paris 1955
Livro de formato 32 x 42 cm de 155 páginas, com uma edição de 250 exemplares, numerados de 1 a 250. Mais 20 exemplares não-vendáveis com numeração de I a XX. Além de 60 litografias editadas à parte. Tudo assinado pelo autor.

domingo, dezembro 24, 2006

Livro de Artista 2

Na década de 60 o Livro de Artista foi um fenómeno comum, como tomada de posição dos artistas sobre o mercado de arte, produzindo este tipo de objecto pouco comercial. Para artistas plásticos, sobretudo para artistas conceptuais, pode ser uma ferramenta importante na experimentação e conceitualização de novas ideias.




Antoni Tàpies (1923. Espanha)

sábado, dezembro 23, 2006

Livro de Artista 1

Um livro sendo um objecto com algumas dificuldades de exposição também o é para ser comercializado. Mas pode ser considerado um objecto plástico, ao nível de qualquer outro, valendo pelo seu todo.

Ivo Moreira (1979. Portugal)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Livro de Artista

O Livro de Artista, tendo algumas afinidades, coincidindo até por vezes com o Diário Gráfico tem, no entanto, uma diferença fundamental: enquanto o Diário Gráfico é uma coisa íntima, feita para não ser mostrada, ou pelo menos reservada a poucos, o Livro de Artista vai chegar ao conhecimento dum círculo alargado, ou pelo original ou pela edição de alguns exemplares.

Para Anselm Kiefer (1945. Alemanha), o Livro tem uma importância central na sua obra como cruzamento e lugar de encontro para outros trabalhos. Veja-se no seu livro intitulado: Erotik im Fernen Osten oder: Transition from cool to warm, que, em cerca de 65 desenhos, faz a transição entre paisagens geladas e o corpo de uma mulher. Faço aqui uma pequena mostra com 3 desses desenhos.



Anselm Kiefer