segunda-feira, outubro 01, 2007

Personagens 10

Em certos lugares o Tempo é mais comprido. Na esplanada situada nas traseiras da igreja principal da Vila do Maio, a Goreth, a empregada tricotava, enquanto eu desenhava.

Vila do Maio. Ilha do Maio. Março 2006

sexta-feira, setembro 28, 2007

Personagens 9

Conheci-os em Berlim por acaso. O Hugo é apaixonado por música e compõe em casa num pequeno estúdio. Ele e a Martina fizeram um filho lindo chamado Keanu. Avisei-os logo que as parecenças, se as houvesse, eram por acaso.

Berlim. Agosto 2007

quinta-feira, setembro 27, 2007

Recomeçar 2

Desenhar sempre. Tudo. Obsessivamente. As coisas simples, estáticas, que estão em nossa casa, por exemplo. Não é um limão nem uma maçã.

Setembro 2007

quarta-feira, setembro 26, 2007

A.J.G.

Comecei a interessar-me pelo seu trabalho quando conheci o seu Projecto de desenhar no metro (Para quando a sua edição em livro?). Mas António Jorge Gonçalves faz muitas coisas: BD, ilustração, cartoons, performances onde faz desenho digital em tempo real, além doutras coisas que não sei. Começou agora um blog para nos contar o que vai fazendo.

António Jorge Gonçalves. Imagem que integrou a exposição 22viajantes

terça-feira, setembro 25, 2007

Recomeçar 1

E assim sucessivamente. Desenhar, desenhar, desenhar, desenhar ...


Setembro. 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Recomeçar

Recomeçar qualquer coisa cria-me sempre uma certa ansiedade. Mesmo aquelas que me dão gozo. Posições de 5 minutos e depois ir para o jardim (da Estrela) desenhar as pessoas que andam por lá.


Setembro 2007

sábado, setembro 22, 2007

Caderno de campo 2

Também é conhecido o caso do antropólogo Manuel João Ramos, que usa profusamente o caderno portátil. Refere-se a ele como “caderno com apontamentos desenhados”. Para ele “viajar como desenhador não é essencialmente diferente de viajar como antropólogo. De um modo ou de outro, olho, interpreto, questiono, e desperto curiosidade”.
“Histórias Etíopes: Diário de Viagem” de M.J.Ramos. 2000. Assírio&Alvim

Manuel João Ramos. Portugal. 1960. Antropólogo. Professor. Ilustrador. Desenhador de BD

sexta-feira, setembro 21, 2007

Caderno de campo 1

aqui me referi anteriormente ao Pedro Salgado, Biólogo e Desenhador científico, também ele grande entusiasta do Diário Gráfico. Usa-o como “lubrificante” para trabalhos rigorosos e também como contraponto para o excessivo rigor que eles impõem. A essa actividade gosta de usar o termo fieldsketch. Há um blog muito bom e muito didáctico sobre esta temática de Filipe Franco.

Pedro Salgado. 1960. Portugal

quinta-feira, setembro 20, 2007

Caderno de campo

Uma das coisas interessantes no Diário Gráfico é ser usado por pessoas de diferentes actividades/profissões, sendo também designado de diferentes maneiras. Caderno de campo é usado frequentemente pelas pessoas ligadas às ciências. Fernando Galhano (1904-1995), investigador e desenhador de desenhos etnográficos é um bom exemplo.

Fernando Galhano

terça-feira, setembro 18, 2007

Monocromáticos 1

As pinturas monocromáticas nunca são verdadeiramente monocromáticas

Praia da ilha de Faro. Agosto 2007

segunda-feira, setembro 17, 2007

Monocromáticos

Voltando ainda à praia e aos modelos disponíveis. Tal como o “Miranda Project” de Cin Woods, também na praia se pode fazer algo semelhante, a partir de alguém conhecido ou desconhecido.

Praia da ilha de Faro. Agosto 2007

sexta-feira, setembro 14, 2007

Cacela Velha

(Isto não é um blog de propaganda turística. Esta publicidade é feita por livre iniciativa)
Depois podemos digeri-las (as amêijoas) enquanto olhamos esta vista sobre a praia, entre a ria e o mar.

Cacela Velha. Agosto 2007

quinta-feira, setembro 13, 2007

Desenhos obsessivos 3

É nestes viveiros (privados) que as amêijoas se alimentam, para serem apanhadas, cozinhadas e comidas no terreiro da igreja que se pode ver lá em cima. Acompanhadas de umas imperiais, ao fim da tarde e depois da praia.

Cacela Velha. 31 Agosto 2007

quarta-feira, setembro 12, 2007

Arte efémera

Nas praias, por vezes, encontram-se autênticas preciosidades escultóricas de autores anónimos. Curiosamente as pessoas respeitam e até acrescentam qualquer coisa pertinente.

Praia da Fábrica. Agosto 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Sardinhas

Acender as brasas de modo que fiquem uniformes e o peixe grelhe todo por igual é uma tarefa que requer alguma perícia e bastante prática. Infelizmente a época delas, das sardinhas, acabou.

Agosto 2007

segunda-feira, setembro 10, 2007

Desenhos obsessivos 2

O desenho de Paisagem já foi considerado um género menor. Na altura em que um dos critérios principais para se avaliar a qualidade de uma pintura era “o estar parecido”, a paisagem parecia não se poder submeter a esse critério. Esta vista, por exemplo, poderia ser de muitos locais. Coloquei-a na 1ªpágina do site.

Cacela Velha. 21 Agosto 2007

sexta-feira, setembro 07, 2007

Italo Calvino

Aqui há uns tempos dei com este blog a partir de um comentário. Numa das mensagens lá estava um desenho feito a partir de um dos contos (o nº1) de Italo Calvino do seu livro “As cidades invisíveis”. Lembrei-me que, quando andava por Saint-Malo, cidade onde Hugo Pratt apareceu pela última vez em público, também eu tinha feito um desenho a partir do mesmo conto.

As cidades e a memória.1". Maio 2002

quinta-feira, setembro 06, 2007

Pessoas

É realmente tentador, quando estamos na praia, desenhar as pessoas. Estão ali à nossa disposição, tanto as afastadas como as próximas.

Praia da Fábrica. Agosto 2007

Praia do Barril. Agosto 2007

terça-feira, setembro 04, 2007

Desenhos obsessivos 1


Cacela Velha. 25 Agosto 2007


Cacela Velha. 23 Agosto 2007

segunda-feira, setembro 03, 2007

Desenhos obsessivos

Qual Cézanne a pintar obsessivamente a sua montanha Sainte-Victoire, também representei Cacela Velha algumas vezes. Vista sempre do mesmo lado, do lado da praia, mas com aproximações diferentes.

Cacela Velha. 30 Agosto 2007


Cacela Velha. 28 Agosto 2007

sábado, agosto 11, 2007

Berlim 9 (e último)

Regresso ao Reichstag para o desenhar juntamente com o novo edifício feito para albergar o governo. O tempo estava chuvoso e não me pude estender na relva molhada.

Berlim. Julho 2007

sexta-feira, agosto 10, 2007

Berlim 8

Na Alexanderplatz, onde se situa a Câmara Municipal (Berliner Rathaus) e uma antena de televisão que é vista de qualquer ponto de Berlim, ficam os defuntos Marx e Engels, numa escultura em perfeito realismo socialista. Podem-me ver a desenhá-los aqui.

Alexanderplatz. Berlim. Julho 2007

quinta-feira, agosto 09, 2007

Berlim 7

Tiergarten é um enorme espaço verde. Parece que no Inverno fica todo castanho e inóspito, mas agora parecia um bosque cheio de tons de verde e com caminhos onde se anda de bicicleta ou simplesmente a pé. É atravessado por duas ruas largas e no seu cruzamento está a Deusa Vitória, que faz parte da nossa memória cinéfila.

Siegessaule. Berlim. Julho 2007

quarta-feira, agosto 08, 2007

Berlim 6

A cidade de Berlim antes e depois da queda do muro é muito diferente. Não estive lá antes, mas penso que posso dizer que melhorou bastante. Nos dois lados. Ao fundo desta praça vêem-se as Portas de Brandeburgo, por onde o muro passava, mesmo em frente.

Pariser Platz. Berlim. Julho 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

Berlim 5

Como o sol é pouco aproveita-se a mínima nesga para se sentar na “praia”. A “praia” é um bocado de areia que juntaram na margem do rio. Berlim está cheia de esplanadas, inexplicavelmente ao contrário de Lisboa.

Berlim. Julho 2007

domingo, agosto 05, 2007

Berlim 4

Quando visitamos museus de países que foram, e que ainda são, potências mundiais, ficamos impressionados com a pilhagem que foi feita noutros países menos desenvolvidos. A grande justificação é que assim estão mais protegidos. O Pergamonmuseum não foge à regra. Tem monumentos inteiros lá dentro. É uma visita a não perder, mas imagino as populações a verem os estrangeiros a desaparecerem com os seus tesouros.

Pergamonmuseum. Berlim. Julho 2007

sábado, agosto 04, 2007

Berlim 3

Lisboa não é uma cidade fácil para nos transportarmos de bicicleta. Mas as cidades ficam muito mais agradáveis com menos carros e mais bicicletas, ruas estreitas e passeios largos.

Berlim. Julho 2007

sexta-feira, agosto 03, 2007

Berlim 2

Os Trabant, ou Trabi para os amigos, são uns simpáticos carros que foram em tempos fabricados na ex-RDA. Imagino uma cidade com excelentes transportes públicos e uns Trabi para as emergências. Com cores variadas e alegres.

Berlim. Julho 2007

quinta-feira, agosto 02, 2007

Berlim 1

É uma praça dum tamanho enorme, com paralelepípedos cinzentos de dimensões diferentes em altura, desde raso até muito mais alto que uma pessoa. Estão dispostos em quadrícula. Pode ser usada, andando pelo meio ou sentando em cima. O impacto é impressionante e comovente.


Monumento aos judeus mortos na 2ªGuerra Mundial pelos nazis.
Arquitecto Peter Eisenman

quarta-feira, agosto 01, 2007

Berlim

Fui para Berlim com um caderno novo e com mais folhas, ou seja, com uma lombada maior. Além da habitual inibição de começar um caderno a dificuldade de transporte no bolso também não ajuda. Quando me sentei neste relvado em frente ao Reichstag surgiu-me finalmente a vontade de desenhar. Mas não tive vontade de subir à cúpula de Norman Foster.

Berlim. Julho 2007