segunda-feira, julho 23, 2007

Na corda da roupa

Fazem-me companhia ao pequeno-almoço. Algumas delas até já respondem ao meu assobio (penso eu).

Lisboa. Julho 2007

domingo, julho 22, 2007

Simonetta Capecchi

Simonetta Capecchi faz desenhos de viagem utilizando sobretudo a aguarela, técnica que domina magistralmente. Por causa do seu blog: “… os desenhos são menos espontâneos: agora sei que serão vistos por estranhos. Deixou de ser um diário íntimo”. Podem ver mais na 1ªpágina do site e em “outros autores”.

Simonetta Capecchi. Itália. Arquitecta

sexta-feira, julho 20, 2007

Esplanadas 4

Esta fica entre a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos e ao pé dum edifício que está a crescer e ninguém sabe para que vai servir. A esplanada é toda branca e vidro. Não sei como se chama, mas recomenda-se.

Lisboa. Julho 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

A compra de um selo

Os empregados dos Correios da minha rua são muito simpáticos. Mas a máquina dos selos está sempre fora de serviço. Resultado: meia hora para comprar um simples selo.

Lisboa. Julho 2007

quarta-feira, julho 18, 2007

Esplanadas 3

Sempre que passo pelos Restauradores entro no Bar Pirata e bebo uma “perna” (de pirata). É uma espécie de vinho do Porto com gasosa e uma rodela de limão. Há o tamanho grande e o pequeno. Raramente sento-me na pequena esplanada, que aliás só existe no Verão.

Bar Pirata. Restauradores. Lisboa. Outubro 2003

terça-feira, julho 17, 2007

Esplanadas 2

Mesmo à noite estava um calor de rachar. Dos poucos sítios onde se podia estar era numa esplanada. Jantámos, então, em la Corredera. Praça em Córdova, lindíssima, daquelas como só nas cidades espanholas existem.

Praça de la Corredera. Córdova. Agosto 2003

segunda-feira, julho 16, 2007

Esplanadas 1

Uma vez tentei ir a Valência, mas por causa das “Fallas” (festa popular) estavam os hotéis todos cheios. Passei ao largo. Na segunda tentativa valeu a pena. É o que se pode chamar de uma boa cidade: bonita, prática e simpática. Nesta esplanada no bairro del Cármen ocupei-me a observar a rapariga solitária, a outra apaixonada pelo seu namorado e o cão.

Valência. Bairro del Carmen. Agosto 2006

sábado, julho 14, 2007

Esplanadas

Duas vistas da mesma esplanada com um ligeiro desvio do olhar.





Jardim Amália. Lisboa. Julho 2007

terça-feira, julho 10, 2007

Cadernos em harmónio

Há quem use cadernos em harmónio. Tem algumas vantagens, como por exemplo, a facilidade de exposição ou na representação dum longuíssimo plano. A Sara Brandão, aluna de arquitectura e que integra desde hoje o site, gosta de os usar e diz-nos: “Através dos meus diários gráficos as cidades deixam de ser uma sucessão desordenada de ruas, construções e pessoas, ganhando um novo sentido, através do processo de compreensão que se realiza no desenho dos lugares”.

Sara Brandão. 1986. Estudante de Arquitectura

segunda-feira, julho 09, 2007

Desenho 9

A partir deste post faço esta citação de Jorge Spencer, professor de Desenho em Arquitectura: “…um desenho é sempre uma escolha, um modo único de dirigir o olhar, enfatizando ou atenuando aspectos múltiplos da realidade que se observa”. E, já agora, dois desenhos do designer Daciano Costa, com quem colaborou, um feito em França e outro em Espanha. (ver no livro “Croquis de Viagem de Daciano Costa” de Livros Horizonte. Lisboa 1994)


Daciano Costa (1930-2005). Designer

sexta-feira, julho 06, 2007

Le Mont S.Michel

Hoje, ao fazer umas arrumações (virtuais), dei com o desenho desta estranha cidade. Não sei se foi Ítalo Calvino, no seu admirável livro “As Cidades Invisíveis”, que escreveu (li este livro durante esta viagem) a frase que está por baixo do desenho: “cidade onde há vacas a comer erva salgada”. Mas se não foi ele podia ter sido. As descrições fantásticas, por vezes, são pura realidade.

Le Mont S.Michel. Abril 2002

quinta-feira, julho 05, 2007

Cafés 4

Regresso à Brasileira, na mesa do fundo enquanto tomavam o desayuno. (onde foram buscar esta palavra tão estranha?) A Antónia em primeiro plano.

Enrique Flores. Café "A Brasileira". Chiado. Lisboa. Junho 2007

quarta-feira, julho 04, 2007

Cafés 3

Desta vez não é um café, é um restaurante. Com televisão, ventoinha e um pequeno lavatório ao fundo. Já se comeu bem por aqui, agora nem por isso.


Restaurante "A Cabaça". Bairro Alto. Lisboa. Janeiro 2006

segunda-feira, julho 02, 2007

Cafés 2

R.Crumb, autor americano de BD a viver em França (vive com uma francesa e parece que trocou um sketchbook por uma casa) no seu livro "Waiting for Food" escreve: "[...] este tipo de coisas, desenhar acontecimentos sociais, em restaurantes, é a minha maneira de aliviar algum stress motivado pela vida social… o mesmo que fumar… às vezes para ocupar as mãos. Para além disso fico chateado de falar, falar. Eu fico sem coisas para dizer… e aqui em França estes jantares duram horas. Eu tenho montes de tempo para fazer desenhos elaborados".


R.Crumb (1943). Autor de BD

domingo, julho 01, 2007

Cafés 1

Podemos optar por desenhar um pormenor ou uma personagem, de preferência algo ou alguém característico daquele café.

Pastelaria Benard. Lisboa. Dezembro 2004

sexta-feira, junho 29, 2007

Cafés

Quem costuma desenhar já desenhou com certeza em cafés, bares ou restaurantes. É natural pois são locais de lazer, de estar, de não fazer nada, de conversar ou de espera. E aproveita-se para desenhar. Mas, por serem lugares fechados, com pessoas, às vezes muitas, de diferentes planos, ou muito perto ou longe, não são fáceis de serem representados. A minha última tentativa só é identificável por ter o pacote de açúcar.

Café A Brasileira. Lisboa. Junho 2007

quinta-feira, junho 28, 2007

António Arroio 2

E para finalizar as últimas definições. Gosto sobretudo da última. "É um livro mágico. É um livro onde cada página tem uma vida. É onde gosto de vaguear. O meu diário é o meu auto-retrato".

Vania Assis. 12ºano. Ano 2006 (Profª. Amélia Martins)

Mafalda Matos. 12ºano. Ano 2006 (Profª. Anabela Canas)

quarta-feira, junho 27, 2007

António Arroio 1

Aqui vão mais algumas definições e folhas de cadernos deliciosos. "É um grupo de folhas à espera do seu dia. Diário Gráfico para mim é família. Onde tudo se mistura e tem um bocadinho de nós. É um local de registo para diferentes emoções, situações quotidianas ou apenas de originalidades"

Tiago Alexandre. 12ºano. Ano 2006 (Profª. Filomena Lima)

Sara Belo. 12ºano. Ano 2006 (Profª. Filomena Lima)

terça-feira, junho 26, 2007

António Arroio

Vale a pena ir até à escola António Arroio ver uma excelente exposição de Diários Gráficos feitos por alunos. Vejam algumas das definições que eles deram sobre o assunto: “O Diário Gráfico é o serviço de acompanhantes mais barato do mundo. É como uma necessidade não necessária. Não consigo explicar bem, mas é como pensar sem a cabeça”.
Como não tenho os Diários que estão na exposição, aqui vão alguns exemplos do ano passado.

Joana Botas. 12ºano. ano 2006 (Profª. Anabela Canas)

Mina Anguelova. 12ºano. ano 2006 (Profª. Amélia Martins)

segunda-feira, junho 25, 2007

Praias

Desenho de modelo na praia. Ali para os lados de Melides. Só tinha esta caneta à mão.



Praia Aberta Nova. Junho 2007

sexta-feira, junho 22, 2007

Quando o tamanho é importante

O tamanho do Diário gráfico varia de autor para autor. Por mim é preciso que caiba no bolso do casaco, no Inverno, e no bolso de trás das calças, no Verão, mas que não seja minúsculo. Tenho dedicado atenção aos Diários de vários autores e tenho posto como limite de tamanho o A4, dimensão que cabe numa pequena mochila.


Francisco Vidal (1978). Cabo-Verde. Pintor
Dimensão do caderno: 21,5x30 cm


Pablo Picasso (1881-1973). Espanha. Pintor
Dimensão do caderno: 7x12 cm


quinta-feira, junho 21, 2007

Personagens 8

Bruno, o motorista desta carrinha/táxi, é um certo tipo de homem caboverdeano. Gostam de fazer filhos, de preferência de várias mulheres. Dizem que é uma prova de amor (não sei se deles se delas). Tem 8 filhos e a mulher (a legítima) está à espera de mais um.

Cascabulho. Ilha do Maio. Cabo-Verde. Março 2006

quarta-feira, junho 20, 2007

Personagens 7

Clarisse, conhecida por Rozely, é uma excepção em Cabo-Verde. Tem uma única filha, que vive com o pai, e é independente economicamente. Vende cervejas, grogue, cigarros à unidade e serve refeições por encomenda. Almocei lá por duas vezes e passei umas tardes muito agradáveis na conversa com ela e com os vizinhos/fregueses.

Morro. Ilha do Maio. Cabo-Verde. Março 2006

terça-feira, junho 19, 2007

Personagens 6

No Hotel Bom Sossego, na ilha do Maio, a Felicidade e a Ivania são as cozinheiras, a Carmita serve à mesa. As três arrumavam os quartos. A Felicidade, mulher enorme, tinha uma beleza singular. Depois de passar lá uma semana senti-me à vontade para lhes dizer que gostava de as desenhar. Enquanto a Felicidade, inesperadamente, não ficou muito à vontade, as outras duas vestiram-se a preceito e posaram.

Ilha do Maio. Cabo-Verde. Março 2006

segunda-feira, junho 18, 2007

Lagoa

O Pintor que frequentava o local da capela que refiro anteriormente era muito amigo dum antigo professor meu, o escultor Lagoa Henriques. Ele influenciou-me, e a muitos outros, a começar a usar o Diário Gráfico. Na altura “passou-me um bocado ao lado” e só “apanhei” a ideia uns anos mais tarde.
Obrigado homónimo pela informação que o Sezinando me tinha incluido na lista. A minha lista de blogs preferidos são os blogs que estão nos meus links, por onde passo sempre que passo pelo meu. Como só posso pôr cinco, tiro o waterhalo que posta muito pouco.


Viagem a Florença. Lagoa Henriques

sábado, junho 16, 2007

Desenho 8

Sempre me fascinou esta capela, o espaço envolvente e a vista sobre o Tejo. Houve um pintor que a pintou obsessivamente. Sempre me apeteceu fazer o mesmo. No outro dia proporcionou-se. Por aqui as opiniões dividem-se sobre se gostam mais com cor ou sem ela.


Lisboa. Junho 2007

quinta-feira, junho 14, 2007

Desenho 7

Por vezes a aplicação de cor não é mais que uma “bengala” para definirmos melhor uma forma e conseguirmos que o desenho tenha uma leitura mais evidente. O desenho abaixo é um bom exemplo. Sem cor e sem mancha ficou um desenho confuso, sem expressão (conceito complicado de definir).

Doca do espanhol. Lisboa. Junho 2007

terça-feira, junho 12, 2007

Alunos

Finalização de trabalhos para uns e já não apetecer fazer nada para outros.


Junho 2007

sexta-feira, junho 08, 2007

América do Sul 37

No Domingo seguinte voltei à feira no bairro de S.Telmo, na praça Dorrego. Sou pouco conhecedor de Fado, mas o Tango parece-me ter grandes semelhanças com ele. Parece uma lamúria, mas com algo de reivindicativo. Tantos estes três senhores, que dialogavam a cantar, como o outro solitário, pareciam querer dizer que também tinham direito a ser felizes. Comprei um anel e um brinquedo de madeira para oferecer.


Buenos Aires. Maio 2004

quinta-feira, junho 07, 2007

América do Sul 36

Cheguei a Buenos Aires a tempo do 1º de Maio. O centro das comemorações era na praça de Mayo onde as mães, cujos filhos tinham “desaparecido” durante a ditadura, se reuniam todas as 5ªs feiras. As manifestações por estas bandas não são para brincadeiras.


Praça de Mayo. Buenos Aires. Maio 2004