sexta-feira, março 09, 2007

À espera 1

Gosto de andar de transportes públicos. Permite ler, escrever e desenhar. Às vezes. Mas não há dúvida que o carro dá-nos, pelo menos fora das cidades, uma grande sensação de liberdade. O pior é quando se avaria e passamos horas numa garagem. O que me valeu mesmo foi o Diário Gráfico.

Lisboa. Março 2007

quinta-feira, março 08, 2007

Paginação

"(…) por vezes vou buscar informação escrita para fazer o contraponto da caligrafia em termos de composição". Pedro Salgado

Pedro Salgado. Biólogo. Desenhador Científico

quarta-feira, março 07, 2007

O Diário Gráfico como um objecto

Já me perguntaram porque faço questão de apresentar o caderno sempre em dupla página mesmo que uma delas não tenha nada de interesse ou esteja mesmo em branco. Interessam-me, neste blog, os desenhos feitos em cadernos e não desenhos. Interessa-me o modo como o autor paginou aquele espaço. Há diferença entre um desenho feito numa folha de papel solta e o feito num caderno. Além de que quero mostrar o caderno como um objecto.
Abro aqui uma excepção.
"Normalmente os que são de observação faço no local a lápis e depois em casa aplico a aguada, já de memória (...) Estou sempre com o caderno, porque às vezes tem a ver com o momento. À noite é mais para adormecer. " Mina Anguelova


Mina Anguelova. Aluna do 12ºano da Escola Secundária António Arroio no ano 2006

terça-feira, março 06, 2007

Memórias

Este senhor que gesticula enquanto fala, faz poesia, escrita, desenhada e também com objectos, como este que se pode ver no desenho abaixo: Uma vela num castiçal atravessada por uma faca. A casa dele está cheia de memórias. Desenhei algumas. Arte africana e uma escultura de Jorge Vieira. Pedi-lhe emprestado uns livros de artista de Mário Henrique Leiria, que um dia destes posso mostrar aqui.

Casa de Cruzeiro Seixas. Lisboa. Março 2007

segunda-feira, março 05, 2007

Desenho 5

Desenhar um automóvel. Representá-lo proporcionalmente e com pormenores. Deixar transparecer que o Desenho é um processo e não o fim. Usar papel vegetal e marcadores. Aplicar cor com meios riscadores. (não foi isto que fiz no Diário Gráfico). À noite fui jantar a um japonês e depois ao cinema ver um filme a não perder: “A vida dos outros”.

Lisboa. Março 2007

domingo, março 04, 2007

América do Sul 23

Buenos Aires é uma cidade com bairros muito distintos e diversificados. Diferentes no tipo de arquitectura, no tipo de comércio, nas suas classes sociais, na maneira de estar. O bairro Las Cañitas é muito agradável. Fez-me lembrar o Marais em Paris. Tem lojas, restaurantes, cafés e pessoas que parecem felizes. Fui almoçar a um pequeno restaurante na rua Baez com música de fundo da Cesária Évora.


Las Cañitas. Buenos Aires. Abril 2004

sábado, março 03, 2007

América do Sul 22

Fui ao M.N.B.A. (Museu Nacional de Belas Artes). Apesar das instalações serem algo antiquadas tinham obras muito boas, que cobriam grande parte da História de Arte. Coisas que cá são impossíveis de encontrar. Encontrei, também, preciosidades como um desenho de Delacroix, feito em Marrocos, tirado de um dos seus cadernos. E uma pintura de Tomás Maldonado, designer e teórico do design, argentino, que eu não fazia ideia que pintava.

Buenos Aires. Argentina. Abril 2004

sexta-feira, março 02, 2007

América do Sul 21

Quando cheguei a Buenos Aires tive uma agradável surpresa. Estava anunciado um espectáculo de Chavela Vargas. À borla. Quis oferecê-lo aos porteños. Era preciso levantar bilhetes com antecedência. Já não havia. Mas consegui entrar na mesma. Foi no Luna Park e estava a abarrotar. O único desenho que consegui fazer foi este.

Buenos Aires. Argentina. Abril 2004

quinta-feira, março 01, 2007

Viagem interior

Os motivos que levaram Frida Khalo a fazer um Diário não tem nada a ver com a comunicação com os outros e sim com o intuito de estabelecer uma relação consigo mesma.

Frida Kahlo. México (1907-1954). Pintora
Dimensões do caderno: 15x23,5 cm

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

O Diário Gráfico como um amigo 1

“Quem diria que as manchas
Vivem e ajudam a viver” .
Frida Khalo

Sabemos que o Diário Gráfico de Frida Khalo foi a sua grande companhia nos seus últimos dez anos de vida.

Frida Khalo. México (1907-1954)

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O Diário Gráfico como um amigo

“Lembra-te, o teu sketchbook é o teu amigo”. Chris Ware
Gosto desta frase. Por isso uso-a no início deste blog. Para que o caderno fique nosso amigo, para estabelecermos com ele mais que uma relação afectiva, uma relação de cumplicidade, podemos fazer com que ele se identifique connosco. Fazemos o nosso retrato, por exemplo. Ou desenhamos os nossos próprios pés.

Chris Ware. E.U.A. (1967). Desenhador de Banda Desenhada

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Reunião

No outro dia fui a uma reunião com esta senhora. Não sei dizer porquê, mas achei-a simpática.

Caparide. Fevereiro 2007

domingo, fevereiro 25, 2007

Porto 4

Workshop na Escola Secundária Aurélia de Sousa. Os participantes eram poucos mas bons.

Porto. Fevereiro 2007

sábado, fevereiro 24, 2007

Porto 3

“A plateia só aplaude, só pede bis,
A plateia só pede para ser feliz”


Esta banda brasileira cantava música “tipo vinicius” para uma plateia mais atenta ao que estava a comer e a beber. O Guarany fica na Av. dos Aliados. Em frente, na Culturgest, está uma exposição a ver, de Dan Perjovski, romeno, com desenhos feitos directamente a giz nas paredes negras. Reparei aqui que ele também está a expor em Madrid.


Café Guarany. Porto. Fevereiro 2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Porto 2

O Café Guarany, café-restaurante no centro do Porto, é frequentado principalmente por estrangeiros ou por pessoas de passagem pela cidade. Costuma ter música ao vivo. Come-se razoavelmente mal. Mas gosto de lá ir.

Café Guarany. Porto. Fevereiro 2007

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Diário Gráfico como Comunicador 1

Ternura foi o que senti quando a Erica me pediu para desenhar a sua avó, a Dona Filó, que vendia fruta ali mesmo ao lado. E quando lhe disse que a avó era muito bonita, foi logo a correr dizer-lhe.


Cidade Velha. Cabo-Verde. Fevereiro 2006

terça-feira, fevereiro 20, 2007

O Diário Gráfico como Comunicador

Em certos países a comunicação é difícil. Não é o caso de Cabo-Verde onde as pessoas são, na generalidade, muito afáveis. E em particular as crianças. Nesta aldeia no interior da ilha do Maio, de seu nome Cascabulho, as crianças, à saída da escola, puseram-se em pose para serem desenhadas e fizeram questão de dizer o nome.
Cascabulho. Ilha do Maio. Cabo-Verde. Março 2006

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Mapas ilustrados #

# Título tirado do blog 4ojos

Cabo Verde é um arquipélago constituído por dez ilhas. Uma delas desabitada. Visitei, no ano passado, as nove ilhas habitadas. A viagem durou nove semanas. Tentei deslocar-me entre elas de barco, o que nem sempre foi possível.

Mapa de Cabo-Verde. Abril 2006

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Empanados

Os empanados são uma espécie de pastéis de massa tenra. Há-os de carne, mas também de frango, de atum e de queijo e fiambre, pelo menos. Têm uma origem longínqua em Espanha, mas são característicos da América do Sul, principalmente da Argentina e do Chile. No café La Continental, Avenida de Mayo, à esquerda de quem vem do Congresso, eram os melhores.

Buenos Aires. Argentina. Abril 2004

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Tosta Mista

Quando regressei a Buenos Aires fui relembrar as tostas mistas (com cerveja Quilmes, claro). São feitas com fatias de pão extremamente finas, sem côdea e muito saborosas. Comi imensas.

Buenos Aires. Argentina. Março 2004

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Sushi

Quando se viaja sozinho passam-se muitas refeições, naturalmente, sozinho. Por mim, não vejo nenhum inconveniente, antes pelo contrário. Neste restaurante, em Ipanema, o cozinheiro ia fazendo sushi, as pessoas serviam-se e no fim pagavam conforme o que tivessem comido. Tentei representá-lo naquela arte de gestos subtis que é a cozinha japonesa.

Rio de janeiro. Brasil. Março 2004

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Pizza

Também gosto de conhecer os países pelos restaurantes. E nada de muito espectacular. Coisas simples (e baratas). E desenhar a comida é um bom exercício, pois é preciso rapidez no traço (se não ela arrefece). Apesar da pizza não ser dos meus pratos favoritos, as brasileiras são francamente boas.

Já agora: vejam a 1ªpágina do site www.diariografico.com onde aparece uma nova autora e o botão “livro” explica que tipo de livro é.

Porto Alegre. Brasil. Março 2004

sábado, fevereiro 10, 2007

Siza Vieira

"Por mim gosto de sacrificar muita coisa, de ver apenas o que imediatamente me atrai, de passear ao acaso, sem mapa e com uma absurda sensação de descobridor. Haverá melhor do que sentar numa esplanada, em Roma, ao fim da tarde, experimentando o anonimato e uma bebida de cor esquisita – monumentos e monumentos por ver e a preguiça avançando docemente?". Álvaro Siza Vieira


Álvaro Siza Vieira. Portugal (1933) Arquitecto

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

América do Sul 20

Gosto sempre de conhecer os Mercados das cidades por onde ando. As pessoas, as cores, os cheiros, os barulhos. Neste havia ainda o aliciante dum cara a tocar gaita-de-beiços.

Florianópolis. Brasil. Março. 2004

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Viajante vs Turista 1

Não gosto de dar uma opinião sobre uma cidade onde estive só quatro dias, mas Florianópolis não me pareceu uma cidade muito interessante. Falo da cidade propriamente dita não dos arredores. Enquanto estava a olhar para esta senhora varredora da câmara (perfeitura) fiz uma lista das pequenas coisas que um viajante deve fazer ao chegar a uma cidade que lhe é completamente desconhecida. Perguntar, por exemplo (logo na estação para não ter que voltar lá), em que dias da semana há camioneta para quando quiser sair dali.

Florianópolis. Brasil. Março 2004

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Viajante vs Turista

"Entre turista e viajante estabelece-se a diferença entre aquele que sabe os limites do seu itinerário e o que se entrega à lógica aberta da viagem". Esta frase escrevi-a no diário quando estava a ler "O quinteto de Buenos Aires" de Manuel Vázquez Montalbán. Já não sei se foi dita pelo seu protagonista, o detective Pepe Carvalho, ou pelo autor do livro.

Largo 15 de Novembro. Florianópolis. Março 2004

terça-feira, fevereiro 06, 2007

SIM

Tenho saudades de passar uns dias no Alentejo a olhar para as galinhas e outros animais que passem à frente. Mas no próximo fim-de-semana é para ser passado em Lisboa. Para ir votar. No sim, naturalmente.

Cercal. Alentejo. 1998

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

América do Sul 19

Fui de ônibus para Florianópolis. É um meio de transporte muito cómodo e demora só 4 horas. Pouco tempo para estas bandas.

Viagem Curitiba-Florianopolis. Março 2004

sábado, fevereiro 03, 2007

Diário de Viagem 9

"Sou fascinada pela peculiaridade de feições e gestos que pertencem a cada indivíduo, e pela possibilidade que o desenho oferece de captar algumas dessas características e perpetuá-las. Uma vez anotada determinada coisa, pessoa ou situação que me cativou, é delicioso mergulhar na fantasia e num imenso mundo de possibilidades e imaginar novas histórias, situações ou coisas provenientes desse primeiro registo". Mónica Cid. É professora de Desenho no curso de Arquitectura em Newcastle e em breve vamos tê-la, a ela e aos seus alunos, no site www.diariografico.com
Mónica Cid. Portugal (1973). Artista Plástica e professora

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Almada

Visita guiada ao Museu da cidade de Almada. Exposição “Associativismo e Cidadania”. As Associações são instituições extremamente importantes em qualquer sociedade. Mesmo nos anos de ditadura mantiveram-se democráticas na eleição dos seus órgãos gerentes e nas suas decisões. Nessa altura eram o único apoio na assistência à doença e na sua prevenção, na música, alfabetização, desporto, lazer, em serviços como os bombeiros, e em muito mais.






Museu da Cidade. Almada. Fevereiro 2007